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Brasil registra superávit de US$ 2,8 bilhões com Irã, alvo de novas tarifas dos EUA
Exportações brasileiras ao Irã concentram-se em milho e soja; medida de Trump pode impactar relações comerciais globais.
O Brasil encerrou 2025 com um superávit comercial de US$ 2,8 bilhões em relação ao Irã, resultado de US$ 2,9 bilhões em exportações e US$ 84,6 milhões em importações. Apesar dos números positivos, a participação do Irã no comércio exterior brasileiro ainda é modesta: o país responde por apenas 0,84% das exportações nacionais (ocupando a 31ª posição entre os destinos) e 0,03% das importações (82º lugar no ranking de fornecedores). A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 3 bilhões.
O Irã tornou-se recentemente alvo de novas medidas comerciais impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo anúncio feito nesta segunda-feira, 12, na Truth Social, países que mantiverem relações comerciais com o Irã enfrentarão uma tarifa adicional de 25% sobre todo e qualquer comércio realizado com os Estados Unidos. De acordo com Trump, a ordem é "final, conclusiva e efetiva imediatamente".
Entre os principais produtos exportados pelo Brasil ao Irã em 2025 destacam-se o milho não moído, responsável por 67,9% do total exportado (US$ 2 bilhões), e a soja, que representou 19,3% das vendas (US$ 563,6 milhões). Do lado das importações, o destaque foi para adubos ou fertilizantes químicos, que responderam por 79% do total importado do Irã (US$ 66,8 milhões).
Medida de Trump
Embora não tenha detalhado a medida, Trump anunciou as novas tarifas em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, após protestos reprimidos pelo regime iraniano. Segundo o Wall Street Journal, sanções econômicas estão entre as alternativas avaliadas pelo governo dos EUA para pressionar o Irã a renegociar seu programa nuclear e aliviar a repressão aos protestos, que já resultaram em centenas de mortes. Nesta terça-feira, 13, autoridades da administração Trump devem se reunir para debater outras opções, incluindo possíveis ataques militares ou cibernéticos, conforme informou o jornal.
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