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Bolsas de NY fecham em alta, com recordes de Dow Jones e S&P 500, apesar de pressão sobre Powell

Índices avançam impulsionados por tecnologia, mesmo após investigação contra presidente do Fed e tensões políticas.

12/01/2026
Bolsas de NY fecham em alta, com recordes de Dow Jones e S&P 500, apesar de pressão sobre Powell
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram a sessão desta segunda-feira, 12, em alta, renovando os recordes históricos do Dow Jones e do S&P 500. O movimento de recuperação foi liderado pelos setores de tecnologia e consumo de bens, apesar da pressão no mercado após o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) abrir investigação contra Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o que gerou preocupações sobre a independência do banco central.

O índice Dow Jones subiu 0,17%, atingindo 49.590,20 pontos. O S&P 500 avançou 0,16%, fechando em 6.977,27 pontos, enquanto o Nasdaq registrou alta de 0,26%, encerrando em 23.733,90 pontos.

Segundo avaliação da Capital Economics, a mais recente ofensiva do governo Donald Trump contra a autonomia do Fed "provavelmente fracassará" por motivos legais e políticos. No entanto, a consultoria alerta para o risco de efeito contrário, com possível elevação dos juros de longo prazo.

O noticiário negativo levou Wall Street a abrir em queda, mas o desempenho positivo das empresas de tecnologia reverteu o cenário. O destaque ficou para a Alphabet, que subiu 1,00% após a CNBC informar que a Apple escolheu a plataforma de inteligência artificial (IA) Gemini, da controladora do Google, para integrar sua assistente virtual ainda este ano. Com o avanço, a Alphabet atingiu pela primeira vez a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado.

Em contrapartida, ações de operadoras de cartão e grandes bancos dos EUA registraram perdas após Trump defender um limite de 10% nas taxas de juros dos cartões de crédito por um ano. Os papéis da Capital One Financial caíram 6,41%, os da Synchrony Financial recuaram 8,37%, os da American Express perderam 4,27%, enquanto Mastercard e Visa tiveram quedas de 1,61% e 1,87%, respectivamente.

Os principais bancos também foram penalizados, em meio à proximidade da temporada de divulgação de resultados corporativos. JPMorgan, Citigroup e Bank of America fecharam em baixa, enquanto Goldman Sachs e Morgan Stanley conseguiram se recuperar e terminaram o dia em alta.

Trump afirmou ainda que está inclinado a manter a ExxonMobil fora da Venezuela, levando as ações da empresa a recuarem 0,50%. A declaração ocorre após o executivo-chefe da companhia demonstrar ceticismo quanto aos investimentos em petróleo no país, diante da captura de Nicolás Maduro.

Já as ações do Walmart subiram 3,00%, impulsionadas pela notícia de que a varejista passará a integrar o índice Nasdaq 100. O Walmart, que recentemente transferiu sua listagem da Bolsa de Nova York (Nyse), substituirá a AstraZeneca no índice.