Geral
PF e polícia espanhola apreendem dez toneladas de cocaína em embarcação nas Ilhas Canárias
Operação Maré Branca contou com cooperação internacional e resultou na prisão de 13 tripulantes estrangeiros
Agentes da Polícia Nacional Espanhola, com apoio de inteligência da Polícia Federal brasileira, deflagraram a operação Maré Branca, que resultou na apreensão de quase dez toneladas de cocaína em uma embarcação interceptada nas Ilhas Canárias. A ação foi realizada nos dias 6 e 7 de janeiro, em águas internacionais do Oceano Atlântico, próximas ao arquipélago, conforme informou a PF nesta segunda-feira, 12.
Ao todo, 13 tripulantes, todos estrangeiros, foram detidos pelas autoridades espanholas.
"A ação foi desencadeada a partir do compartilhamento de informações de inteligência entre a Polícia Federal e autoridades estrangeiras, o que permitiu a identificação, localização e abordagem da embarcação em alto-mar. O navio havia realizado escalas em portos brasileiros em dezembro de 2025", destacou a PF.
Após o embarque da polícia espanhola, foi necessário acionar a Sociedade de Segurança e Salvamento Marítimo da Espanha (SASEMAR) para concluir a apreensão. O navio ficou sem combustível e permaneceu à deriva por quase 12 horas, até ser rebocado para as Ilhas Canárias.
Segundo a polícia espanhola, foram localizados 9.994 quilos de cocaína, distribuídos em 294 fardos e escondidos entre toneladas de sal transportadas pelo navio. Também foi apreendida uma arma de fogo usada pelos membros da rede criminosa para proteger o carregamento.
As autoridades espanholas consideraram a ação um "golpe decisivo nas redes criminosas internacionais envolvidas no tráfico marítimo de cocaína", ressaltando a eficácia da cooperação policial internacional no combate ao narcotráfico global.
Além da Polícia Federal, participaram da operação a DEA (Administração de Repressão às Drogas dos EUA), a NCA (Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido), o CITCO (Centro Nacional de Contraterrorismo da Espanha) e o MAOC (Centro de Operações Militares da Espanha).
A investigação, conduzida pela Procuradoria Especial Antidrogas do Tribunal Nacional da Espanha e pelo Tribunal Central de Instrução nº 4, teve como alvo uma organização multinacional supostamente dedicada à exportação de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa.
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