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Chefe da OTAN destaca investimentos bilionários da Dinamarca em equipamentos militares dos EUA
Mark Rutte afirma que aquisições reforçam proteção de territórios estratégicos, incluindo a Groenlândia, em meio a tensões com EUA e Rússia
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira (12) que a Dinamarca investiu bilhões de dólares em equipamentos militares fabricados nos Estados Unidos para fortalecer a defesa de seus territórios, com destaque para a Groenlândia.
Durante coletiva de imprensa em Zagreb, na Croácia, ao lado do primeiro-ministro croata, Andrej Plenković, Rutte ressaltou que parte dos territórios protegidos por esses armamentos inclui a Groenlândia, frequentemente alvo de interesse de Washington.
"Neste momento, vemos a Dinamarca acelerando seus investimentos em defesa, não apenas de forma geral, mas também em capacidades específicas para defender territórios como a Groenlândia. [...] Bilhões foram investidos em equipamentos americanos necessários para a defesa da Dinamarca, da OTAN e também de territórios como a Groenlândia."
Entre as aquisições, a Dinamarca comprou caças F-35, aeronaves de patrulha marítima P-8 Poseidon e drones de longo alcance, além de investir no desenvolvimento de capacidades de reabastecimento aéreo, conforme detalhou o chefe da OTAN.
Rutte também refutou alegações de crise interna na OTAN devido às recentes declarações dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.
"Como secretário-geral da OTAN, meu papel é garantir que toda a Aliança esteja o mais segura possível, e aplaudo o fato de nossos colegas que fazem fronteira com o Ártico terem se unido e decidido envolver a OTAN cada vez mais."
O comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, afirmou anteriormente, também nesta segunda-feira, que uma ocupação militar da Groenlândia pelos EUA significaria o "fim da OTAN".
Rutte, por sua vez, elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por impulsionar a Aliança a atingir a meta de gastos de 2% do PIB e buscar agora o patamar de 3,5%. "Reconheço quando as pessoas são prestativas com a Aliança e fazem coisas boas, e acredito que Donald Trump está fazendo as coisas certas para a OTAN", afirmou.
"Minha única preocupação é como nos manteremos seguros, contra os russos e contra qualquer outro adversário. Vejam o que a China está fazendo, construindo rapidamente suas forças armadas, mas também a Coreia do Norte e outros que podem nos querer mal. Esse é o meu papel, e acho que chegaremos lá."
Em dezembro de 2025, Trump anunciou a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como seu enviado especial para a Groenlândia. Posteriormente, Landry confirmou a intenção dos EUA de incorporar a ilha ao seu território.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, manifestou forte indignação diante das declarações do novo enviado especial dos EUA e afirmou que convocaria o embaixador americano em Copenhague para exigir explicações.
Em declaração conjunta, os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia, Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen, advertiram os EUA contra qualquer tentativa de anexação da ilha, ressaltando a expectativa de respeito à integridade territorial compartilhada.
Donald Trump reiterou em diversas ocasiões que a Groenlândia deveria se tornar parte dos EUA, citando a importância estratégica do território para a segurança nacional e para a defesa do "mundo livre", especialmente frente à China e à Rússia. O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, já declarou que a ilha não está à venda.
A Groenlândia foi colônia dinamarquesa até 1953 e, após obter autonomia em 2009, permaneceu como parte do Reino da Dinamarca, com autogoverno e autonomia para definir sua política interna.
Por Sputnik Brasil
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