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Governo do Ceará custeará translado do corpo de babá morta em Portugal

Lucinete Freitas, de 55 anos, foi assassinada pela patroa em Amadora, na região metropolitana de Lisboa. Família aguarda retorno do corpo ao Brasil.

12/01/2026
Governo do Ceará custeará translado do corpo de babá morta em Portugal
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, anunciou no sábado, 10, que o governo estadual assumirá os custos do translado do corpo da brasileira Lucinete Freitas, de 55 anos, assassinada em Portugal.

"Sobre esse caso, informo que o governador Elmano de Freitas já determinou que o governo do Estado arcará com tudo para o traslado ocorrer", afirmou Vieira em publicação nas redes sociais. "Triste demais essa situação, e isso é o mínimo para atenuar um pouco a imensa dor dessa família cearense aqui."

Até o momento, a Casa Civil do Ceará não informou quando o processo de translado será iniciado, nem se há previsão para a chegada do corpo ao Brasil.

Natural de Aracobaia, no interior do Ceará, Lucinete vivia sozinha em Amadora, região metropolitana de Lisboa, onde trabalhava como babá e empregada doméstica para outra brasileira. Ela planejava levar o marido e o filho para viverem com ela em Portugal.

Lucinete foi encontrada morta em Amadora no dia 18 de dezembro, após 13 dias desaparecida. Segundo o Ministério Público de Portugal, a vítima foi assassinada pela patroa, que a agrediu com um bloco de cimento na cabeça em 5 de dezembro. A suspeita está presa preventivamente e responde por homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática.

De acordo com o órgão, a relação entre Lucinete e a patroa era marcada por conflitos. No dia do crime, a suspeita teria levado Lucinete para um local isolado, onde a agrediu violentamente, provocando sua morte.

"Há ainda indícios de que, após confirmar que a vítima estava morta, a investigada colocou entulho sobre o corpo, de modo a encobri-lo, e deixou o local", informou o Ministério Público.

Além disso, a investigada teria utilizado o celular de Lucinete para se passar por ela, enviando mensagens nas quais afirmava ter viajado para Algarve com uma amiga, numa tentativa de adiar o registro do desaparecimento.