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Joesley tentou convencer Maduro a deixar o poder e buscar exílio na Turquia, diz jornal dos EUA

Segundo o The Washington Post, empresário brasileiro atuou como intermediário entre EUA e Venezuela antes da operação para capturar Maduro.

12/01/2026
Joesley tentou convencer Maduro a deixar o poder e buscar exílio na Turquia, diz jornal dos EUA
O empresário Joesley Batista - Foto: Reprodução

O empresário Joesley Batista, dono da processadora de carnes JBS, atuou como interlocutor informal nas negociações entre o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, e o regime venezuelano de Nicolás Maduro, nos meses que antecederam a tentativa de captura do líder venezuelano.

De acordo com o jornal americano The Washington Post, Joesley buscou convencer Maduro a renunciar ao cargo. Caso aceitasse deixar o poder, o presidente venezuelano poderia se exilar na Turquia, ficando livre de possíveis acusações na Justiça dos Estados Unidos. A JBS pertence ao grupo J&F, controlado pelos irmãos Batista. Procurada pelo Estadão, a J&F não havia respondido até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

A informação do The Washington Post corrobora o que já havia sido divulgado pela agência de notícias Bloomberg no início de dezembro. Segundo a Bloomberg, Joesley viajou à Venezuela em novembro para tentar persuadir Maduro a renunciar. Dias depois, o Estadão revelou que o empresário comunicou o governo brasileiro sobre o encontro.

Conforme a reportagem do The Washington Post, durante os meses que antecederam a operação de captura de Maduro, deflagrada em 3 de janeiro, os Estados Unidos ofereceram ao líder venezuelano opções para uma saída pacífica do poder. Todas as propostas, no entanto, foram rejeitadas por Maduro.