Finanças
Golpistas usam mensagem falsa sobre prova de vida do INSS como isca para roubar dados bancários no Rio
Estado tem 912.984 segurados com a comprovação pendente. Saiba como se proteger
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fez um alerta sobre um golpe com mensagens falsas sobre a prova de vida de aposentados, pensionistas e quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) no Estado do Rio de Janeiro. Os criminosos utilizam como pretexto a atualização cadastral para tentar obter dados pessoais e bancários das vítimas.
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A prova de vida é uma verificação anual feita para garantir que os pagamentos continuem sendo depositados ao verdadeiro titular. Hoje, o INSS realiza essa checagem principalmente pelo cruzamento de bases de dados públicas.
Para enganar os segurados do INSS, os criminosos enviam mensagens de texto pedindo a atualização cadastral e ameaçam suspender o pagamento de benefícios, caso os dados pessoais e bancários não sejam informados imediatamente.
Em um dos textos identificados pela autarquia, o remetente se apresenta como INSS, afirma que a comprovação obrigatória não foi realizada e diz que o benefício já foi suspenso. No fim, há um link para que o segurado resolva a pendência na hora.
A mensagem, no entanto, apresenta sinais típicos de fraude. O nome do instituto aparece com as letras separadas, palavras como prova, pagamento e benefício são escritas com o número zero no lugar da letra O, há erros de concordância e o link indicado não pertence a nenhum órgão do governo. O tom de urgência também é uma estratégia para que a vítima aja sem pensar.
O golpe se aproveita de um número expressivo. Atualmente, 912.984 segurados que moram do Rio estão com a prova de vida pendente. O estado ocupa a quinta posição no ranking nacional de unidades da federação com mais beneficiários que ainda precisam realizar o procedimento.
Como funciona a prova de vida
A prova de vida é feita preferencialmente de forma automática, pelo cruzamento de informações de bases de dados governamentais. Também entram nessa conta registros de atos realizados pelo cidadão, como vacinação e acesso a serviços públicos. O voto nas eleições pode ser considerado, conforme as regras aplicáveis.
O modelo atual foi adotado para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo formato presencial causava, principalmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Com a Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial para fazer a prova de vidadeixou de ser regra. A norma determina que o próprio Estado deve buscar, por iniciativa própria, dados que atestem que o cidadão está vivo. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 incluiu a votação nas eleições entre os critérios aceitos. .
O aposentado ou pensionista só é convocado a regularizar a situação quando nenhuma dessas fontes confirma que ele está vivo. Para saber se a comprovação já foi feita, basta consultar o aplicativo ou o site Meu INSS ou ligar para a central de telefônica 135.
Como se proteger
O INSS não envia servidores à casa dos segurados para pedir dados pessoais, senhas ou informações bancárias. Também não exige transferências de dinheiro para a realização da prova de vida. Por isso, a orientação é desconfiar de qualquer contato com esse tipo de pedido ou que ameace interromper o benefício caso o cidadão não forneça informações na hora.
A orientação da autarquia é que o beneficiário não clique em links desconhecidos nem repasse dados pessoais, senhas ou documentos por telefone ou em mensagens suspeitas.
Esse tipo de fraude é conhecido como phishing — pescaria em tradução livre —. Nela, os criminosos usam mensagens e endereços falsos para induzir as vítimas a fornecer informações pessoais e financeiras. Os dados "pescados" podem ser usados em outras fraudes ou para acessar serviços financeiros em nome dos segurados.
Na dúvida, procure sempre o aplicativo e o site Meu INSS ou ligar para a central de telefônica 135.
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