Finanças

Coordenadora de campanha de Flávio promete regra de transição de dois anos no Bolsa Família

Beneficiários com aumento de renda per capita de até R$ 706 recebem metade do valor por 18 meses

Agência O Globo - 19/10/2026
Coordenadora de campanha de Flávio promete regra de transição de dois anos no Bolsa Família
Coordenadora de campanha de Flávio promete regra de transição de dois anos no Bolsa Família - Foto: Reprodução / Agência Brasil

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira que o Bolsa Família voltará a ter regra de transição de dois anos em um eventual governo do senador.

— Quem está no Bolsa Família vai ter uma regra de transição, como teve na época do governo (Jair) Bolsonaro, de dois anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar emprego de carteira assinada, e retorno automático se der errado — disse, em entrevista à Rádio CBN Salvador.

No Auxílio Brasil, nome que o programa de transferência de renda tinha no governo de Jair Bolsonaro, eram elegíveis ao benefício de "transição" famílias cuja renda per capita mensal fosse igual ou inferior a R$ 105 – ou entre R$ 105,01 e R$ 210, desde que possuíssem gestantes, nutrizes ou pessoas com idade até 21 anos incompletos.

A chamada regra de antecipação permitia que a família que tivesse aumento de renda, até 2,5 vezes o valor de entrada, poderia ficar no programa por dois anos.

Pelas regras de hoje, também há uma regra de transição do Bolsa Família. A família que ultrapassar a renda mensal per capita de R$ 218 (critério de acesso ao programa) por conta de nova renda, mas fique abaixo de R$ 706, pode continuar no programa por 18 meses, recebendo metade do benefício.

Até julho do ano passado, o período era de dois anos e o valor máximo do ganho por pessoa da família era de R$ 759.