Finanças

Alcolumbre deve promulgar PEC que acaba com a escala 6x1 na próxima semana

Texto foi aprovado nesta quarta-feira pelos senadores

Agência O Globo - 15/10/2026
Alcolumbre deve promulgar PEC que acaba com a escala 6x1 na próxima semana
Davi Alcolumbre - Foto: © Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a aliados que deve promulgar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de trabalho 6x1 na próxima terça-feira. O texto foi votado e aprovado nesta quarta-feira pelo plenário da Casa.

A proposta é uma das principais bandeiras do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

O candidato do PL concluiu o primeiro turno à frente do petista, com 47% dos votos válidos contra 45% para Lula. O presidente busca utilizar a PEC do fim do 6x1 como um impulso para reverter esse cenário no segundo turno.

Aliados do petista estão divididos quanto à possibilidade de Lula comparecer ao Congresso para a sessão de promulgação, caso o texto seja aprovado. Um entendimento aponta que o petista deve se associar à aprovação para fortalecer sua posição eleitoral. Por outro lado, alguns senadores do PT temem que Lula possa ser alvo de protestos por parte de parlamentares bolsonaristas.

Flávio e seus aliados se opuseram a discutir a medida antes do resultado das eleições presidenciais, mas após um acordo para votar a PEC nesta quarta-feira, o candidato do PL anunciou que votará a favor do texto. Embora não esteja em Brasília, participando de atos de campanha em Porto Alegre, deverá votar de forma remota.

Para a aprovação de uma PEC, são necessários 49 votos em dois turnos de votação. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), reuniu assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial para a PEC, que, se aprovado, permitirá a votação em dois turnos na mesma sessão.

Lula tem se aproximado dos presidentes da Câmara e do Senado durante o período eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que articulou a aprovação do fim da 6x1 pelos deputados em março, fez campanha para o petista nas eleições.

Embora Alcolumbre não tenha tomado a mesma atitude, ele se aproximou do presidente e criticou Flávio Bolsonaro durante o primeiro turno. Nos últimos meses, Lula e Alcolumbre se reconciliaram.

Os dois estiveram afastados após a rejeição, pelo Senado, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os partidos de Motta e Alcolumbre manifestaram apoio a Flávio no segundo turno da eleição presidencial, mas os presidentes das duas Casas Legislativas não estiveram presentes nas reuniões que formalizaram a aliança com o candidato do PL.