Finanças

Alcolumbre pode promulg ar PEC do fim da escala 6x1 na próxima semana

Texto deve ser votado nesta quarta-feira pelos senadores

Agência O Globo - 14/10/2026
Alcolumbre pode promulg ar PEC do fim da escala 6x1 na próxima semana
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre - Foto: Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou a aliados que deve promulgar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 na próxima terça-feira. O texto está agendado para votação no plenário da Casa nesta quarta-feira. Alcolumbre espera que a iniciativa tenha os votos necessários para ser aprovada em dois turnos.

A proposta é uma das principais bandeiras do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

O candidato do PL encerrou o primeiro turno à frente do petista, com 47% dos votos válidos contra 45% para Lula. O presidente busca utilizar a PEC do fim do 6x1 como um impulso para reverter este cenário nas próximas eleições.

Aliados do petista estão divididos quanto à possibilidade de Lula comparecer ao Congresso para a sessão de promulgação, caso o texto seja aprovado. Existe um entendimento de que participar da aprovação poderia fortalecer sua imagem eleitoral, mas há preocupação entre alguns senadores do PT sobre a exposição do presidente a protestos de parlamentares bolsonaristas.

Embora Flávio e seus aliados se opusessem a discutir a medida antes do resultado da eleição, eles chegaram a um acordo que possibilitou a votação da PEC. O candidato do PL, que não se encontra em Brasília e participa de atos de campanha em Porto Alegre, deverá votar remotamente a favor do texto.

Para que uma PEC seja aprovada, são necessários 49 votos em duas votações. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), conseguiu reunir assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial, o que permitiria a votação em dois turnos na mesma sessão.

Durante o período eleitoral, Lula buscou se aproximar dos presidentes da Câmara e do Senado. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que já havia articulado a aprovação do fim da escala 6x1 pelos deputados em março, fez campanha a favor de Lula na eleição presidencial.

Por outro lado, Alcolumbre, apesar de não ter realizado um gesto semelhante, se aproximou do presidente e criticou Flávio Bolsonaro durante o primeiro turno. Nos últimos meses, houve uma reconciliação entre Lula e o presidente do Senado.

Anteriormente, os dois estavam distantes desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora os partidos de Motta e Alcolumbre tenham declarado apoio a Flávio no segundo turno da eleição presidencial, os líderes das duas Casas Legislativas não compareceram às reuniões que formalizaram a aliança com o candidato do PL.