Finanças
Coordenador econômico de Flávio nega privatizações e diz que ajuste fiscal vai mirar excessos
Em vídeo, Adolfo Sachsida promete fortalecer Bolsa Família e BPC
O coordenador da área econômica do plano de governo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Adolfo Sachsida, afirmou nesta quinta-feira que um eventual governo do senador não vai privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras e que o ajuste fiscal prometido pela campanha será "focado nos excessos do governo".
Em vídeo publicado em sua conta no X, o ex-ministro de Minas e Energia disse ainda que programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — um salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda — serão preservados e fortalecidos, e pediu aos eleitores que não acreditem em "fake news".
Sachsida afirmou que, com "uma equipe competente", a campanha vai "colocar as contas públicas em ordem respeitando a população brasileira".
— Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa, não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada. Nós respeitamos demais a história de vocês — disse. — E o nosso governo é um governo que vai fortalecer a gestão das estatais.
A campanha de Flávio tem mencionado a necessidade de um ajuste de 1,5% do PIB, ou algo em torno de R$ 200 bilhões, mas evitado detalhar medidas.
Sobre o ajuste fiscal, citou como alvos as remunerações de servidores que, segundo ele, chegam a R$ 200 mil mensais e o tamanho da Esplanada:
— O ajuste fiscal nosso será focado nos excessos do governo, naqueles absurdos. Olha, com todo o respeito, não faz sentido um funcionário público ganhar R$ 200 mil por mês. Isso não é salário de funcionário público — afirmou o economista, que se apresentou como servidor concursado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997.
Ele também prometeu cortar ministérios e "reduzir desperdício", sem apresentar estimativas de quanto essas medidas economizariam. Para empresários, a promessa foi de redução de impostos e de burocracia. Aos servidores, disse que "podem ficar tranquilos".
Flávio e o presidente Lula (PT) disputam o segundo turno em 25 de outubro. No primeiro turno, no último domingo, o senador teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
4BATE-ESTACA
Quem sai de 'A fazenda' hoje? Ariela, Renê e Thaíde estão na roça, e disputa fica entre os homens, diz enquete
-
5POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem