Finanças
Embraer minimiza impacto de eleições e descarta venda de unidades
Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, ressaltou que a empresa está focada no crescimento e parcerias institucionais.
O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, diante de uma eventual mudança de governo, descartou a possibilidade de desmembramento ou venda de qualquer unidade da fabricante brasileira e classificou o fim das negociações com a norte-americana Boeing como um episódio "totalmente superado".
Durante evento realizado nesta quinta-feira em São José dos Campos (SP), o executivo apresentou projeções de crescimento para a companhia e detalhou o avanço da área militar impulsionado por conflitos globais.
— A Embraer hoje está mais forte do que nunca, está muito bem, muito sólida. Não tem nenhuma unidade à venda. Muito pelo contrário, nós estamos com planos agora, estamos estudando um novo ciclo de produtos para a companhia que vai garantir um crescimento de longo prazo ainda mais ambicioso — afirmou Gomes Neto.
Questionado sobre eventuais impactos de futuras mudanças na Presidência da República para as operações da companhia, Gomes Neto indicou que a relação com o Estado independe da coloração partidária. O executivo ressaltou que a Embraer é uma das principais exportadoras de produtos de alto valor agregado do país e detalhou como se dá a parceria com o poder público.
— O apoio do governo é apoio institucional. Não é dinheiro, subsídio, nada. Apoio institucional é apoio do BNDES, que tem financiamento de aviões, e institucional junto a outros países para garantir a boa relação, para a gente poder introduzir os nossos produtos — explicou.
Segundo o CEO, o foco operacional permanece inalterado independentemente do cenário eleitoral.
— A gente vem trabalhando bem com o governo atual e vamos continuar trabalhando, se tiver uma mudança, vamos continuar trabalhando bem também, da mesma forma. Porque não é só o bem da Embraer, mas é o bem para o Brasil — declarou o executivo.
Conflitos impulsionam setor de Defesa
A Embraer também falou sobre como a instabilidade geopolítica tem acelerado as campanhas de exportação no segmento militar da Embraer. O movimento reflete diretamente nas vendas do cargueiro multimissão C-390 Millennium.
Entre as negociações listadas pela companhia estão um acordo de dez unidades (com dez opções de compra adicionais) para os Emirados Árabes Unidos, uma venda para a Colômbia e campanhas comerciais em estágio avançado na Índia.
Gomes Neto também destacou o primeiro voo de teste do caça Gripen montado na fábrica de Gavião Peixoto (SP) e a recente assinatura de uma extensão de parceria com a fabricante sueca Saab. O novo acordo prevê a produção conjunta de 30 aeronaves de combate adicionais destinadas ao mercado externo.
De acordo com os números apresentados, a empresa registra um aumento médio de receita de quase US$ 1 bilhão por ano desde 2022. No exercício anterior, o faturamento alcançou US$ 7,4 bilhões. Para o ano atual, a estimativa do mercado informada pelo executivo situa-se entre US$ 8,5 bilhões e US$ 8,8 bilhões.
No horizonte de longo prazo, além da linha atual de aeronaves, a fabricante concentra esforços no desenvolvimento de seu veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL). A previsão da Embraer é concluir o processo de certificação do equipamento até o final de 2028.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
4BATE-ESTACA
Quem sai de 'A fazenda' hoje? Ariela, Renê e Thaíde estão na roça, e disputa fica entre os homens, diz enquete
-
5POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem