Finanças
Dívida bruta do governo geral sobe a 82,9% do PIB em agosto, maior patamar desde março de 2021
Aumento é reflexo do déficit público e do pagamento de juros.
A dívida bruta do governo geral registrou a oitava alta consecutiva em agosto, com uma elevação de 82,6% para 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 12,6 trilhões, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira. Este é o maior patamar em termos de percentuais do PIB desde março de 2021 (85,1%), na pandemia de covid-19.
O endividamento do país ocorre por conta do déficit público e do pagamento de juros para cobrir este rombo. O cálculo da dívida bruta leva em conta o governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais. Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas.
No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida bruta já alcança alta de 11,2 pontos percentuais. O recorde da série histórica, no entanto, aconteceu em outubro de 2020 (87,7%), no governo de Jair Bolsonaro, em meio às medidas emergenciais adotadas para mitigar os impactos da pandemia.
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