Finanças
Inadimplência das famílias sobe e renova recorde em agosto, diz Banco Central
Aumento ocorreu mesmo sob a influência do Desenrola 2.0; governo lançou nova modalidade do programa na semana passada
A inadimplência das famílias renovou o recorde em agosto, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira. Subiu de 5,8% em julho para 6,0%, o maior patamar desde março de 2011.
A trajetória de alta prossegue mesmo sob os efeitos do Desenrola 2.0, lançado em maio pelo governo federal para propiciar a renegociação de dívidas das famílias com juros mais baratos. Diante disso, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou mais uma modalidade do programa, agora com a compra de dívidas pela União.
No crédito livre, modalidades em que os juros são pactuados livremente entre o banco e o tomador do empréstimo, o número é ainda maior, passou de 7,8% para 8,0% – também a maior taxa da série histórica. Da mesma forma, a inadimplência pessoa física foi recorde no crédito direcionado, com alta de 3,4% para 3,6%.
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