Finanças
Chefe comercial americano diz que “acordo é acordo” para quem já selou termos com EUA
Decisão de sobretaxas de pelo menos 10% sobre produtos de países que praticam trabalho forçado gerou incerteza entre alguns parceiros comerciais dos EUA
O principal negociador comercial do presidente Donald Trump, Jamieson Greer, sinalizou confiança de que o governo poderá implementar novas tarifas sem violar os termos de acordos bilaterais, afirmando que “um acordo é um acordo” para economias como a União Europeia e o Japão, que negociaram limites para as tarifas americanas incidentes sobre suas exportações para os Estados Unidos.
Número de milionários:
Novo tarifaço nos EUA:
Na noite de terça-feira, a Casa Branca anunciou uma proposta para tarifas de importação de importação de pelo menos 10% a 60 economias, após uma investigação conduzida com base na chamada Seção 301 sobre a forma como parceiros comerciais lidam com produtos fabricados com trabalho forçado.
A medida gerou incerteza entre alguns parceiros comerciais, incluindo a União Europeia, que fecharam um acordo tarifário com os EUA há quase um ano em Turnberry, na Escócia.
— Nós entendemos que um acordo é um acordo — afirmou Greer a jornalistas nesta quinta-feira, durante reunião da OCDE, em Paris, ao ser questionado sobre o acordo com a União Europeia.
— Queremos garantir que sejamos capazes de concordar com as práticas comerciais identificadas como problemas em nossas investigações e, naturalmente, levaremos em consideração o acordo de Turnberr — disse ele. — Acreditamos que há espaço para acomodação esse acordo dentro do contexto do que estamos fazendo, desde que a União Europeia cumpra o acordo da Turnberry.
Brasil não é único alvo:
Greer afirmou ainda que outra investigação em andamento sob a Seção 301, voltada para a questão da sobrecapacidade industrial, está “a poucas semanas” de ser concluída.
— Ela segue um cronograma um pouco diferente — disse, citando a complexidade do tema.
— Com todos os acordos que o presidente fechou ao longo do último ano, estamos falando de acordos históricos — nossa visão é que devemos respeitá-los — afirmou. — Queremos garantir que esses países, seja o Japão ou qualquer outro, incluam respostas aos tipos de práticas desleais que foram identificadas.
Greer também disse que a China foi informada antecipadamente sobre o anúncio relacionado ao trabalho solicitado e que as consultas entre os dois países continuarão.
— Estamos sendo muito responsáveis na condução desse relacionamento — afirmou Greer sobre as negociações com Pequim.
— precisamos proteger nossa economia, precisamos manter um determinado nível de tarifas. Nossa expectativa é que, à medida que avançamos nessas investigações da Seção 301, continuemos conversando com a China para tentar mitigar os problemas que identificamos, ao mesmo tempo em que mantemos um nível tarifário adequado como parte dessa estratégia de mitigação — ele disse.
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