Finanças
Mistura de etanol na gasolina sobe para 32% e biodiesel no diesel vai a 16%, confirma Lula
Proposta será analisada pelo CNPE em maio; medida pode reduzir em 500 milhões de litros por mês a necessidade de gasolina importada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (25) que o governo vai aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. Haverá também o acréscimo da proporção de biodiesel no diesel, que passará de 15% para 16%.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a proposta será analisada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para 7 de maio. A medida faz parte da estratégia do governo para reduzir a dependência de combustíveis importados e reforçar a segurança energética do país.
O CNPE é composto por ministros de Estado. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a ampliação da mistura pode levar o Brasil à autossuficiência em gasolina, eliminando a necessidade de importações. A estimativa da pasta é que a mudança reduza em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de compras externas do combustível.
Silveira lembrou que a proposta se baseia em testes técnicos realizados durante a adoção do E30, em 2025, que comprovaram a viabilidade da mistura. Ele também relacionou a iniciativa ao cenário internacional instável e à necessidade de garantir a segurança do abastecimento.
“Vamos submeter ao CNPE o E32, elevando o teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, percentual que já teve testes aprovados quando adotamos o E30. É uma nova economia, gerando emprego e renda. É a revolução energética que o presidente Lula se comprometeu a fazer e está entregando, revigorando a economia nacional. E nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. Em momentos de crise, vemos a importância da segurança do suprimento”, afirmou.
A proposta terá caráter temporário, com validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período, caso aprovada pelo conselho. Além de reduzir a dependência externa, o governo avalia que a medida pode melhorar a logística do setor, ao liberar infraestrutura atualmente usada para importação de gasolina, abrindo espaço para ampliar a eficiência no transporte de outros combustíveis, como o diesel.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do Ministério de Minas e Energia voltadas à segurança energética no curto prazo e à consolidação de soluções estruturais para o abastecimento nacional.
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