Finanças

Aumento da gasolina pode chegar ao Brasil? Entenda o cenário e as possíveis variações nos preços

Conflito no Irã pressiona cotação internacional e governo prepara ações para conter alta dos combustíveis

Agência O Globo - 30/04/2026
Aumento da gasolina pode chegar ao Brasil? Entenda o cenário e as possíveis variações nos preços
- Foto: Reprodução / Agência Brasil

Com a intensificação do conflito no Irã e a perspectiva de que a crise não terá solução breve, o mercado internacional do petróleo enfrenta forte pressão. Nesta semana, a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep adicionou ainda mais instabilidade ao cenário global. No Brasil, a Petrobrás e o governo federal buscam estratégias para conter os impactos no mercado interno, enquanto consumidores demonstram preocupação diante da possibilidade de novos reajustes nos combustíveis.

Na última terça-feira (28), o governo sinalizou a adoção de medidas como o projeto de lei que pode ser aprovado no Congresso Nacional, objetivando evitar que aumentos internacionais sejam integralmente repassados à população.

— O preço, o que a gente faz? A gente evita a volatilidade. A gente importa um pouco de gasolina para mexer com mistura. A gente também exporta um pouco de gasolina para mexer com mistura. Então, no net (líquido), o volume de gasolina que a gente produz no Brasil é suficiente para a nossa série — explicou Magda Chambriard, presidente da Petrobrás.

Outra medida em análise para amenizar o impacto nas bombas é o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32% (E32). Essa proposta será avaliada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética, prevista para o início de maio.

A gasolina vai subir?

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (28), a inflação registrou alta de 0,89% em abril, considerando a primeira quinzena do mês. A gasolina foi um dos principais destaques, com aumento de 6,23% no período, refletindo a tendência de alta. O preço médio dos combustíveis, que vinha de uma queda de 0,03%, saltou para uma alta de 6,06%.

O diesel apresentou aumento ainda mais expressivo, com alta de 16%. O etanol também subiu, registrando 2,17%. Na contramão, o gás veicular teve queda de 1,55%.