Finanças
Governo Lula amplia programa para financiar compra de caminhões e ônibus
BNDES será responsável pela linha de crédito, que terá orçamento de R$ 21,2 bilhões, com R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional
O governo Lula anunciou nesta quinta-feira a ampliação do programa Move Brasil, que agora passa a financiar não apenas a compra de caminhões, mas também de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. A medida, que entra em vigor em ano eleitoral, amplia o público-alvo e o volume de recursos disponíveis, conforme antecipado pelo colunista do GLOBO Fabio Graner.
Financiamento ampliado
O BNDES será responsável pela operacionalização da linha de crédito, que contará com orçamento total de R$ 21,2 bilhões. Deste montante, R$ 14,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões serão recursos adicionais do banco. O valor máximo financiável por beneficiário é de até R$ 50 milhões.
Novas condições
O Move Brasil oferece taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, inferiores à Selic, atualmente em 14,50% ao ano. Podem ser beneficiados transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas de transporte rodoviário, empresários individuais e pessoas jurídicas dos setores de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros.
Foco em tecnologia e produção nacional
Os recursos só poderão ser utilizados para a aquisição de veículos de fabricação nacional que atendam às regras de conteúdo local do BNDES. Para caminhoneiros autônomos e cooperativados, a medida provisória (MP) permite a compra tanto de veículos novos quanto de seminovos.
A MP traz benefícios adicionais aos transportadores autônomos, como prazo máximo de pagamento de até 10 anos — o dobro do previsto na etapa anterior do programa — e carência de seis a 12 meses, condições que ainda serão avaliadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O volume de recursos reservado exclusivamente aos autônomos será de R$ 2 bilhões, o dobro do valor disponível em 2025.
Demanda aquecida
Os R$ 10 bilhões iniciais do Move Brasil, disponibilizados a partir de janeiro de 2026 com juros abaixo dos praticados no mercado, foram consumidos em apenas dois meses, totalizando mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos em todas as regiões do país, beneficiando caminhoneiros autônomos, cooperativados e frotistas.
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