Finanças

Déficit de R$ 80,7 bilhões em março eleva dívida pública a 80,1% do PIB, maior patamar desde 2021

Passivo que abrange governo federal, INSS e governos estaduais e municipais está em R$ 10,4 trilhões

Agência O Globo - 30/04/2026
Déficit de R$ 80,7 bilhões em março eleva dívida pública a 80,1% do PIB, maior patamar desde 2021
- Foto: Reprodução / internet

O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março deste ano, segundos dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira. No mesmo período de 2023, o resultado havia sido um superávit de R$ 3,6 bilhões.

Os dados consideram os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (excetuando o setor financeiro e a Petrobras).

O superávit ocorre quando as receitas do governo, as receitas de tributos e impostos, superam as despesas. O mesmo conceito vale para empresas estatais, levando em conta receitas de serviços e produtos.

Em março, o déficit foi composto por R$ 74,8 bilhões do governo central, R$ 5,4 bilhões dos governos regionais e R$ 0,5 bilhão das empresas estatais. Nos últimos doze meses, o setor público consolidou um déficit acumulado de R$ 137,1 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB, um aumento de 0,65 ponto percentual.

Considerando o investimento nominal, que inclui despesas com juros da dívida pública, o déficit chegou a R$ 199,5 bilhões em março. No acumulado de doze meses, o déficit nominal atingiu R$ 1.217,5 bilhões, o que representa 9,41% do PIB.

Divina bruta

O Banco Central também informou que a dívida bruta do Brasil subiu em março, alcançando R$ 10,4 trilhões, o equivalente a 80,1% do PIB. Isso representa um aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior e é o maior nível desde julho de 2021, quando o índice chegou a 80,3% do PIB.

O projeto considera o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais. Este é um dos principais indicadores econômicos acompanhados por investidores para avaliar a saúde das contas públicas.

De acordo com o BC, a alta da brutal foi influenciada pelos juros nominais otimizados (alta de 0,9 ponto percentual), pelas emissões líquidas da dívida (alta de 0,4 ponto percentual) e pela variação do PIB nominal, que teve redução de 1,2 ponto percentual.

Divina

Já a dívida líquida, que desconta os ativos do governo, subiu para 66,8% do PIB em março, totalizando R$ 8,6 trilhões — um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao mês anterior.