Finanças
Equador inicia exploração de petróleo na Amazônia com técnica criticada por impacto ambiental
Decisão ocorre enquanto cerca de cinquenta países se reúnem em cúpula inédita na cidade colombiana de Santa Marta para avançar rumo à redução do uso de combustíveis fósseis
A estatal Petroecuador anunciou nesta quarta-feira o início da exploração de petróleo na floresta amazônica utilizando, pela primeira vez, uma técnica de fraturamento hidráulico, conhecida como fracking. O método, que consiste em quebrar rochas de xisto com grandes volumes de água sob alta pressão para extrair gás e petróleo, é alvo de críticas devido aos seus impactos ambientais .
Com a adoção do fracking, o Equador passa a integrar o grupo restrito de países latino-americanos que utilizam essa tecnologia, ao lado da Argentina e do México. A técnica também envolve o uso de produtos químicos poluentes, o que motiva a destruição de ambientalistas.
Segundo comunicado da Petroequador, uma exploração com fraturamento hidráulico foi iniciada na província de Sucumbíos, no nordeste do país, na fronteira com a Colômbia. O projeto é realizado em parceria com a CCDC, subsidiária da estatal chinesa CNPC. Para a empresa, trata-se de “um novo horizonte” para a produção nacional de petróleo.
A decisão equatoriana ocorre em meio a uma cúpula inédita realizada em Santa Marta, na Colômbia, onde cerca de cinquenta países discutem estratégias para reduzir o uso de combustíveis fósseis. O Equador, assim como grandes produtores mundiais — Estados Unidos, China e Rússia —, não participa do encontro.
Nos últimos anos, a produção de petróleo no Equador caiu devido à falta de investimentos, chegando a 441 mil barris por dia em 2025. Desse total, 74% foram destinados à exportação.
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