Finanças
Fux recebe governador em exercício do Rio para discutir royalties às vésperas de julgamento no STF
Ações, que chegaram ao Supremo há mais de 10 anos, estão marcadas para julgamento em 6 de maio
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebe nesta quarta-feira o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, para tratar das ações que discutem a redistribuição dos royalties do petróleo, tema que pode impactar diretamente as contas do estado.
O que está em jogo:
A audiência contará também com a presença do procurador-geral do estado, Bruno Dubeux, da procuradora-chefe da PGE-RJ em Brasília, Daniela Allam e Giacomet, e do procurador do estado Carlos da Costa e Silva Filho. Segundo a agenda oficial, o encontro tem como foco a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, uma das ações que questionam a validade da Lei 12.734/2012.
Impacto nos combustíveis:
O caso está pautado para julgamento no plenário do STF no próximo dia 6 de maio, em um dos processos mais sensíveis da Corte. A ação discute a lei que alterou os critérios de divisão dos royalties e participações especiais da exploração de petróleo e gás, ampliando a fatia destinada a estados e municípios não produtores. A norma está suspensa desde 2013, por decisão liminar da relatora, ministra Cármen Lúcia, após questionamentos de estados produtores, que alegam violação ao pacto federativo e risco de perdas bilionárias de arrecadação.
Negociação de última hora:
Na véspera do julgamento, em 5 de maio, o STF realizará uma audiência de conciliação entre estados e municípios, na tentativa de buscar uma solução negociada para o impasse. De um lado, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e 19 estados articulam uma proposta para preservar, total ou parcialmente, a redistribuição prevista na lei de 2012, beneficiando principalmente entes não produtores interessados em ampliar sua participação nas receitas do petróleo.
De outro, estados produtores como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo mantêm posição contrária à mudança, com preocupação central no impacto fiscal. Estimativas de entidades empresariais fluminenses apontam que a aplicação da lei pode resultar em perdas de cerca de R$ 8 bilhões por ano para o estado e outros R$ 13 bilhões para os municípios.
Possível adiamento:
Segundo ministros ouvidos pelo jornal O Globo, o julgamento deve ser mantido na pauta, mas pode ser novamente interrompido por pedido de vista, diante da sensibilidade do tema.
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