Finanças

Brasil cria 228 mil vagas formais em março e supera projeções do mercado

Resultado é o segundo melhor para o mês na série recente e fica acima da expectativa de analistas; serviços puxam contratações

Agência O Globo - 29/04/2026
Brasil cria 228 mil vagas formais em março e supera projeções do mercado
- Foto: Thiago Sampaio / Agência Alagoas

O Brasil criou 228.208 vagas de emprego com carteira assinada em março, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número representa uma expressiva alta frente ao mesmo mês de 2025, quando foram abertas 79.994 vagas.

Esse desempenho é o segundo melhor para meses de março na série recente, ficando atrás apenas de 2024, quando foram registrados 245.599 postos formais.

O saldo superou as expectativas do mercado. Segundo levantamento do Valor Data, a mediana das projeções de instituições financeiras, gestoras de recursos e consultorias apontava para a criação de 170.186 vagas.

Em março, foram registradas 2.526.600 admissões e 2.298.452 desligamentos. Com isso, o saldo acumulado no ano (janeiro a março) chegou a 613.373 vagas. Já no período de 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1.211.455 postos de trabalho.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), principal indicador do mercado formal de trabalho no país e referência para políticas públicas.

Setores

O setor de serviços liderou a geração de empregos no mês, com saldo de 152.391 vagas.

Também apresentaram resultados positivos:

Construção: 38.316 vagas

Indústria: 28.336 vagas

Comércio: 27.267 vagas

Na contramão, a agropecuária fechou 18.096 postos de trabalho no período.

Estados

Entre as unidades da federação, 24 dos 27 estados registraram saldo positivo de empregos.

Os maiores avanços ocorreram em São Paulo (+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). Os resultados negativos ficaram com Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).

Salários

O salário médio de admissão em março foi de R$ 2.350,83, uma queda de R$ 17,50 (-0,7%) em relação a fevereiro, quando o valor era de R$ 2.368,33.

Na comparação com março do ano passado, porém, houve ganho real de R$ 41,80, o equivalente a uma alta de 1,8%.