Finanças
Governo amplia crédito em R$ 5 bilhões para exportadores afetados por tarifas dos EUA e guerra no Oriente Médio
Medida provisória reforça Fundo de Garantia à Exportação no âmbito do Plano Brasil Soberano
O governo federal anunciou um crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para fortalecer o financiamento aos exportadores brasileiros. A medida foi oficializada por meio de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União. O objetivo é apoiar pessoas físicas e jurídicas de exportação de bens e serviços, além de seus fornecedores, desde que estejam incluídos no Plano Brasil Soberano, programa voltado ao estímulo às exportações e à sustentação de empresas com atuação internacional.
Pelos termos dessa medida, os recursos serão destinados aos Encargos Financeiros da União, por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo que oferece suporte a operações de crédito para o comércio exterior. Na prática, o crédito extraordinário amplia a capacidade do fundo, que serve de garantia para financiamentos concedidos por bancos, fortalecendo as operações do setor exportador.
A liberação dos recursos ocorre no contexto da implementação do Plano Brasil Soberano, estruturado em diferentes frentes nos últimos meses.
Em uma fase anterior, o governo já havia aprovado mais de R$ 16 bilhões em crédito para empresas impactadas por medidas tarifárias dos Estados Unidos. Posteriormente, outra medida provisória elevada em até R$ 15 bilhões o montante disponível no programa.
Essa expansão veio acompanhada da definição de critérios de acesso, priorizando setores estratégicos, de maior capacitação tecnológica, e empresas afetadas por mudanças no cenário internacional.
Embora a medida provisória já esteja em vigor e produza efeitos imediatos, precisa ser aprovada pelo Congresso em até 60 dias (prorrogável por mais 60). Caso contrário, perderá validade.
Plano Brasil Soberano
Lançado em 2025, o Plano Brasil Soberano foi uma resposta direta à elevação das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que em alguns casos chegaram a 50%. A medida americana impactou especialmente os setores industriais com forte presença no comércio exterior, levando o governo a estruturar um pacote de apoio para preservar a competitividade das empresas e proteger os empregos.
Desde então, o programa foi ampliado em etapas. A estratégia combina crédito, garantias e medidas tributárias para sustentar exportadores e suas cadeias produtivas, com atenção especial a pequenas e médias empresas e setores estratégicos para a economia.
Mais recentemente, o plano passou a contemplar também a instabilidade geopolítica, incluindo conflitos no Oriente Médio, que afetam cadeias globais de produção e o acesso aos insumos. Nesse contexto, o governo ampliou o volume de recursos e manteve o foco em empresas impactadas tanto por barreiras comerciais quanto por choques externos.
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