Finanças
Arrecadação federal em março bate recorde histórico para o mês
Receita acumulada no 1º trimestre também é a maior desde 2000
A arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou R$ 229,3 bilhões em março deste ano, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal. Descontada a inflação, o valor representa um aumento real de 4,99% em relação ao mesmo mês de 2023 (R$ 209,7 bilhões), estabelecendo o melhor resultado para meses de março desde o ano 2000. Em fevereiro, a arrecadação foi de R$ 222,1 bilhões.
No acumulado do primeiro trimestre, a receita federal atingiu R$ 777,1 bilhões, também o maior valor para o período desde 2000, com crescimento real de 4,58%.
O desempenho positivo segue sendo impulsionado pela renda do trabalho. As receitas previdenciárias, que incidem sobre salários, somaram R$ 61,8 bilhões em março, com alta real de 4,95%.
Esse resultado reflete o aumento da massa salarial e a expansão do emprego formal, fatores que ampliam a base de contribuintes e fortalecem a arrecadação. A reoneração da folha de pagamentos de empresas e municípios também contribuiu para o crescimento.
Os tributos sobre importação, como o Imposto de Importação e o IPI vinculado, tiveram participação relevante, somando juntos R$ 12,7 bilhões em março — alta de 31,56%, já descontada a inflação.
Esse avanço é atribuído ao aumento de 37,92% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação, de 34,51% na alíquota do IPI-Vinculado e de 21,69% no valor em dólar das importações, combinados com a queda de 8,97% na taxa média de câmbio.
O IOF registrou arrecadação de R$ 8,4 bilhões em março de 2026, alta real de 50,06% sobre março de 2025, resultado do reajuste do tributo em maio do ano anterior.
No trimestre, tanto a receita previdenciária (alta real de 5,37%) quanto o IOF (crescimento real de 44,45%) impulsionaram o resultado. Destaca-se ainda a arrecadação de Pis/Cofins, com crescimento real de 5,6%, em função do bom desempenho dos setores de comércio e serviços de janeiro a março, da recuperação de setores incluídos no programa emergencial de serviços e da arrecadação dos segmentos de combustíveis, serviços financeiros, gás e eletricidade, além do Simples Nacional.
Também contribuiu o aumento da receita com o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, que apresentou expansão de 20,4%, já descontada a inflação.
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