Finanças

Arrecadação federal em março bate recorde histórico e soma R$ 229,3 bilhões

Receita acumulada no 1º trimestre também atinge maior valor desde 2000

Agência O Globo - 28/04/2026
Arrecadação federal em março bate recorde histórico e soma R$ 229,3 bilhões

A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 229,3 bilhões em março, conforme dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira. O valor representa um alto real de 4,99% em relação ao mesmo mês do ano passado (R$ 209,7 bilhões) e é o melhor desempenho para meses de março desde 2000. Em fevereiro, a arrecadação foi de R$ 222,1 bilhões.

No acumulado do primeiro trimestre, a arrecadação federal somou R$ 777,1 bilhões, também o maior valor para o período desde 2000, com crescimento real de 4,58%.

O resultado segue impulsionado pelo aumento do rendimento do trabalho. As receitas previdenciárias, que incidentes sobre o progresso, totalizaram R$ 61,8 bilhões em março, um avanço real de 4,95%.

Esse crescimento reflete a elevação da massa salarial e a expansão do emprego formal, fatores que ampliam a base de contribuintes e, consequentemente, a arrecadação. A reoneração da folha de pagamentos de empresas e municípios também contribuiu para o resultado positivo.

Os tributos sobre importação, como o Imposto de Importação e o IPI vinculados, somaram juntos R$ 12,7 bilhões em março, alta de 31,56% em termos reais. O desempenho deve ao aumento de 37,92% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação, de 34,51% na alíquota média do IPI-Vinculado e de 21,69% no valor em dólar das taxas, além de uma queda de 8,97% na taxa média de câmbio.

O IOF registrou arrecadação de R$ 8,4 bilhões no mês, avanço real de 50,06% em relação a março do ano anterior, reflexo do aumento do tributo ocorrido em maio do ano passado.

No trimestre, as receitas previdenciárias (alta real de 5,37%) e o IOF (crescimento real de 44,45%) também tiveram impacto positivo. Destaca-se ainda a arrecadação de Pis/Cofins, que cresceu 5,6% em termos reais, impulsionada pelo bom desempenho dos setores de comércio e serviços, recuperação dos setores beneficiados por programas emergenciais e crescimento nos segmentos de combustíveis, serviços financeiros, gás, eletricidade e no Simples Nacional.

Além disso, a receita com o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital teve expansão de 20,4% em termos reais.