Finanças

Criminosos se passam por defensores públicos para aplicar golpes, adverte DPU

Golpistas usam WhatsApp para abordar pessoas que têm ou já tiveram processos na Defensoria Pública da União

Agência O Globo - 28/04/2026
Criminosos se passam por defensores públicos para aplicar golpes, adverte DPU

A Defensoria Pública da União (DPU) emitiu um alerta sobre a atuação de criminosos que se apresentam como defensores federais para enganar cidadãos com processos judiciais. O golpe utilizou o aplicativo WhatsApp para abordar vítimas que já tiveram ações ajudadas pelo órgão.

Nas mensagens fraudulentas, são usadas o nome e a imagem dos defensores públicos federais para induzir as vítimas a pagarem pagamentos indevidos, sob a falsa promessa de liberação de valores relacionados ao processo.

Além disso, os criminosos alegam a necessidade de quitar tributos ou dívidas para a coleta de valores, utilizando justificativas como custos de cartório e honorários advocatícios.

"A abordagem por contatos telefônicos ou mensagens costuma explorar a expectativa por boas notícias, mas inclui pedidos indevidos, como envio de dados bancários ou pagamento de taxas. A DPU reforça que os seus serviços são totalmente gratuitos. As pessoas assistidas pela instituição são isentas do pagamento de qualquer valor em todas as fases do processo", esclarece a Defensoria.

O caso mais recente foi registrado em Aracaju, mas há ocorrências semelhantes em Brasília e, em 2025, o número de fraudes aumentou especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

Como se proteger de golpes:

- Em caso de contato suspeito em nome da DPU, confirmar a veracidade das informações pelos canais oficiais ou adquirir diretamente uma unidade da Defensoria;

- Nunca realize pagamentos via boleto, PIX, depósito ou cartão de crédito como condição para receber precatórios. A divulgação de valores judiciais ocorre apenas em bancos credenciados, mediante alvará judicial, presencialmente pelo beneficiário ou por advogado com procuração;

- Fique atento a comunicações suspeitas e detalhes em documentos, como logomarcas incorretas, formatação estranha ou erros de português, que podem indicar fraude.