Finanças
Mulheres ganham 21,3% menos que homens, mesmo com avanço no emprego formal
Contratação feminina cresce nos últimos anos, mas desigualdade salarial aumenta e atinge 21,3%
Mulheres com carteira assinada seguem recebendo, em mídia, 21,3% menos que os homens no Brasil. Apesar do aumento da participação feminina no mercado formal nos últimos dois anos — com destaque para a ampliação das vagas destinadas às mulheres negras — a desigualdade salarial persiste e até se agravou.
Os dados fazem parte do 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O levantamento utiliza informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrange cerca de 53 mil empresas com 100 ou mais empregados.
Segundo o relatório, a massa de rendimento das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%. No entanto, para que essa participação igual à presença feminina no emprego formal, actualmente de 41,4%, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 mil milhões nos rendimentos das trabalhadoras.
Em relação ao salário de atribuição, a diferença também aumentou: em 2025, as mulheres passaram a receber, em média, 14,3% menos que os homens — percentual superior ao registado em 2023, de 13,7%. Na remuneração mensal geral, eles ganham R$ 3.965,94, enquanto os homens recebem R$ 5.039,68.
Entre 2023, quando entrou em vigor a Lei da Igualdade Salarial, e 2025, o número de vagas ocupadas por mulheres cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões — um acréscimo de cerca de 800 mil empregos.
No mesmo período, o número de mulheres negras (pretas e pardas) empregadas aumentou 29%, saltando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o que representa 1 milhão de novas trabalhadoras.
Também houve crescimento no número de empresas com pelo menos 10% de mulheres negras no quadro de funcionários: são 21.759 empresas, alta de 3,6% em relação a 2023.
O relatório aponta avanços nas políticas internacionais das empresas entre 2023 e 2025, como aumento da oferta de jornada flexível, auxílio-creche, licenças-maternidade e paternidade contínuas, além de adoção de planos de cargas e exercícios e metas de produção.
Contudo, uma série histórica revela que a desigualdade salarial vem aumentando: no primeiro relatório, divulgado em março de 2024, a diferença era de 19,4%. Em setembro, subiu para 20,7%. Em abril de 2025, chegou a 20,9%, em novembro a 21,2% e, agora, alcança 21,3%.
A Lei da Igualdade Salarial determina que empresas com 100 ou mais funcionários adotem medidas para reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres, além de promover a transparência e a fiscalização contra a discriminação.
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