Finanças
ANP monitora abastecimento de diesel após relatos de escassez no Rio Grande do Sul
Agência investiga, junto a órgãos de defesa do consumidor, possíveis aumentos injustificados nos preços
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está acompanhando de perto o abastecimento de diesel em todo o país após receber relatos de dificuldades pontuais na compra do combustível por produtores rurais do Rio Grande do Sul. A agência também vai apurar, em conjunto com órgãos de defesa do consumidor, eventuais aumentos de preços considerados injustificados na região.
A preocupação ocorre em meio à escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota estratégica por onde passa cerca de 10% do petróleo mundial.
Estoques sob controle
Neste fim de semana, a ANP entrou em contato com os principais fornecedores da região e constatou que o Rio Grande do Sul possui estoques regulares de diesel, suficientes para garantir o abastecimento normal.
Segundo a agência, "a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)".
Equipes técnicas da ANP estão realizando vistorias em instalações e operações relevantes. As distribuidoras também serão notificadas para prestar esclarecimentos sobre os volumes em estoque, pedidos recebidos e efetivamente atendidos.
Abastecimento garantido
"Caso seja necessário, a ANP está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no país", afirmou a agência em nota.
De acordo com a ANP, o Rio Grande do Sul é um estado que produz mais diesel do que consome, mantém níveis regulares de estoque e não há justificativas técnicas ou operacionais para recusa no fornecimento do produto.
No cenário internacional, os preços da gasolina, do diesel e do querosene de aviação subiram devido à interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Analistas alertam que, com a possibilidade de prolongamento da guerra e tensões diplomáticas, os preços podem aumentar ainda mais. O barril do petróleo se aproxima do patamar de US$ 100, o que pode pressionar o mercado global e nacional.
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