Finanças
Preços dos combustíveis sobem nos postos após tensão internacional
Petrobras vende diesel 64% e gasolina 27% mais barato que no exterior, aponta Abicom
Os preços dos combustíveis apresentaram alta nesta semana em todo o Brasil, reflexo do início do conflito no Irã. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que tanto a gasolina quanto o diesel ficaram mais caros nos postos de combustível do país.
Na média nacional, o litro da gasolina passou de R$ 6,28, na última semana de fevereiro, para R$ 6,30 na semana encerrada neste sábado (7), um aumento de 2 centavos (0,33%). Já o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período, uma alta de 5 centavos (0,83%).
Esta é a primeira elevação no preço da gasolina desde a semana de 11 de janeiro, quando o valor médio subiu de R$ 6,29 para R$ 6,32. No caso do diesel, o avanço não era registrado desde 4 de janeiro, quando o preço médio passou de R$ 6,02 para R$ 6,05.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) já haviam alertado para a possibilidade de reajustes. Nesta sexta-feira, o barril do petróleo ultrapassou US$ 90 no mercado internacional.
Em nota, a Fecombustíveis informou que "as distribuidoras vêm elevando os preços de fornecimento aos postos de combustíveis, possivelmente em razão do aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação".
Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou que não considera repasses imediatos de preços.
— Observamos a paridade internacional, evitamos repasse de volatilidade e garantimos o nosso market share. A volatilidade no mercado internacional é fruto da guerra, que tem poucos dias. A política de repasses automáticos da variação do preço do petróleo para cima é coisa do passado. Gerou muita confusão, insegurança e beneficiou grandes importadores — disse Magda.
Por enquanto, a Petrobras, principal fornecedora do país, ainda não aumentou os preços dos combustíveis. Segundo fontes, a estatal avalia a duração do conflito e o comportamento dos preços do petróleo. De acordo com a Abicom, a Petrobras vende atualmente o diesel no Brasil 64% mais barato e a gasolina 27% abaixo dos valores praticados no exterior, o maior patamar da série histórica.
A Abicom destacou que a diferença nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras atingiu níveis recordes. "Como as refinarias nacionais não conseguem suprir toda a demanda dos principais derivados do petróleo, como óleo diesel — fundamental para transporte de passageiros e cargas — e gasolina — essencial para a mobilidade urbana —, é necessário importar aproximadamente 30% do óleo diesel e 10% da gasolina consumidos no país", informou a entidade.
Magda Chambriard também afirmou que, caso a alta do petróleo se mantenha consistente, serão necessárias respostas mais ágeis.
— Neste momento, estamos avaliando até quando essa cotação continuará. Se a volatilidade e a subida forem grandes, exigirão respostas mais rápidas. Neste momento, ainda não temos certeza dessa tendência — concluiu.
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