Finanças

Brasil cria 112,3 mil empregos formais em janeiro, menor saldo para o mês desde 2021

Renda média de admissão cresce 1,77% em relação a janeiro de 2023, aponta Caged

Agência O Globo - 03/03/2026
Brasil cria 112,3 mil empregos formais em janeiro, menor saldo para o mês desde 2021
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil abriu 112.334 vagas formais de trabalho em janeiro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho. O número representa uma queda de 27,24% em relação ao mesmo mês do ano passado e é o menor saldo para janeiro desde 2021. Com isso, o total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48,57 milhões no país.

No acumulado dos últimos 12 meses, foram criadas 1,22 milhão de vagas com carteira assinada, um avanço de 2,6% frente ao período anterior.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu o resultado ao cenário de altos juros. Na primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou possibilidade de corte em março.

— Estávamos cantando essa bola desde 2023. O ritmo dos juros praticados iria levar a uma redução na velocidade da criação de novas vagas — afirmou Marinho em entrevista coletiva.

O desempenho foi impactado principalmente pelo setor de comércio, que fechou 56,8 mil postos de trabalho. Os demais setores apresentaram saldos positivos, com destaque para indústria (54,9 mil vagas) e construção (50,5 mil vagas).

— Janeiro, no comércio, é costumeiramente negativo — explicou o ministro.

O levantamento também aponta um aumento de 1,77% na renda média de admissão em relação a janeiro de 2023, o que representa um acréscimo de R$ 41,58. O salário médio de contratação passou a ser de R$ 2.428,67.

Entre os estados, os melhores desempenhos foram registrados em Mato Grosso (1,92%), Santa Catarina (0,72%) e Goiás (0,66%). Por outro lado, nove estados tiveram saldo negativo na geração de empregos, com destaque para Acre (-0,77%), Alagoas (-0,60%) e Rio de Janeiro (-0,33%).