Finanças
Engarrafamento no Estreito de Ormuz: 150 petroleiros parados após ataques ao Irã
Cerca de um quinto do consumo global de petróleo passa pelo estreito. Preço da commodity dispara mais de 7%
O conflito iniciado no sábado, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, já provoca um grande engarrafamento de embarcações no Estreito de Ormuz, principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio. Segundo estimativas da agência de notícias Reuters, baseadas em dados da plataforma MarineTraffic, ao menos 150 navios transportando petróleo bruto e gás natural liquefeito (GNL) estão parados na região.
Muitas dessas embarcações encontram-se retidas nas zonas econômicas exclusivas (ZEE) de países do Golfo, como Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Essas áreas podem se estender até 24 milhas náuticas (cerca de 44,45 km) além do limite territorial.
O Estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de cerca de 20% do consumo global de petróleo, incluindo volumes provenientes de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã, além de grandes quantidades de GNL exportadas pelo Catar. Com o congestionamento, o preço do barril de petróleo Brent, referência internacional, chegou a saltar 13%, e, na manhã desta segunda-feira, ainda registrava alta de cerca de 7%.
A Reuters também informou que pelo menos outros 100 petroleiros estavam ancorados fora do estreito, próximos às costas dos Emirados Árabes Unidos e Omã, em áreas oficiais de fundeio, além de dezenas de navios de carga.
Após os ataques, diversas companhias e petroleiros suspenderam embarques de petróleo bruto, combustíveis e GNL pelo Estreito de Ormuz. Segundo fontes do setor ouvidas pela agência, Teerã teria anunciado o fechamento da navegação na região.
No entanto, o Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos Estados Unidos, declarou à Reuters que "nenhuma suspensão formal (do tráfego pelo estreito) foi comunicada internacionalmente por autoridades marítimas reconhecidas".
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