Finanças
Incêndio no Shopping Tijuca: cartilha do sindicato dos lojistas dá dicas para resguardar direitos e minimizar prejuízos
Shopping segue com acesso restrito, e todos que entram no prédio são orientados a usar máscara de proteção
Funcionários e lojistas voltaram ao Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, nesta semana, para iniciar o processo de limpeza dos estabelecimentos. Após o incêndio do último dia 2, os relatos são ainda de cheiro forte, crosta preta de fuligem e perdas inestimadas. A fim de apoiar a recuperação dos negócios, o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio) colocou seu Núcleo Jurídico à disposição e divulgou uma cartilha com recomendações para resguardar direitos e minimizar prejuízos financeiros e operacionais.
Preservação de provas
Entre as principais orientações imediatas está a preservação de provas. O sindicato alerta que, antes de qualquer limpeza ou descarte, os lojistas devem fotografar e filmar todos os danos, incluindo mercadorias afetadas por fumaça, calor, água ou fuligem, além de elaborar um inventário detalhado de perdas de estoque, mobiliário e equipamentos. No caso de produtos perecíveis, o registro é fundamental para fins de indenização.
Abertura de sinistro
Outra medida considerada prioritária é a abertura imediata de sinistro junto às seguradoras, para evitar perda de prazos, com solicitação de vistoria técnica o quanto antes, bem como a guarda de todos os comprovantes de despesas extras geradas pelo evento. O SindilojasRio também recomenda que os lojistas solicitem formalmente à administração do shopping os laudos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, documento essencial para a apuração de responsabilidades.
Comunicação com empregados
No campo trabalhista, a entidade orienta que a comunicação com os empregados seja feita de forma clara e formal, informando a situação e as medidas adotadas, como concessão de férias, utilização de banco de horas, transferência temporária para outras unidades ou, quando aplicável, alternativas previstas na legislação e na convenção coletiva.
Revisão de aluguel e taxas
Em relação aos contratos com a administradora do shopping, o SindilojasRio reforça que os lojistas podem pleitear a suspensão ou isenção proporcional de aluguel e encargos durante o período de interrupção das atividades, além da revisão de taxas condominiais e de promoção. A entidade alerta para que nenhum termo de acordo ou quitação seja assinado sem prévia análise jurídica.
Baixe a cartilha
A cartilha completa com as recomendações está disponível no do SindilojasRio. O Núcleo Jurídico do sindicato também está disponível aos lojistas para atendimento individualizado. Os lojistas podem entrar em contato pelo telefone (21) 2217-5000, WhatsApp (21) 96431-1592 ou pelo e-mail [email protected]
Subsolo e térreo desinterditados
Nesta segunda-feira (12), a Defesa Civil Municipal autorizou a desinterdição do subsolo e de 17 lojas do térreo do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio. O local estava fechado desde o incêndio ocorrido no último dia 2. Segundo o órgão, a desinterdição é temporária e tem como objetivo permitir a realização de obras e serviços emergenciais. A liberação definitiva só ocorrerá após a conclusão dos trabalhos e a apresentação de um Laudo Técnico de Obras Concluídas. O shopping trabalha com a expectativa de reabrir nos próximos dias, ainda sem data definida.
Em nota, o Shopping Tijuca informou que as áreas comuns já foram higienizadas e que todos os sistemas e instalações passaram por revisão.
“O shopping reforça que tem mantido diálogo permanente com os lojistas, inclusive com atualizações diárias sobre os trabalhos dos órgãos competentes, além de prestar assistência e suporte para a limpeza e eventuais manutenções. As demais questões serão avaliadas em momento oportuno”, diz a nota.
O incêndio
O incêndio atingiu o Shopping Tijuca, na Zona Norte, no início da noite de sexta-feira, dia 2. Segundo o Corpo de Bombeiros, os quartéis da Tijuca e de Vila Isabel foram acionados às 18h28 para o combate às chamas, que teriam começado em uma loja de decoração. No início da madrugada foi confirmada a informação de que duas pessoas morreram. Entre as vítimas fatais, estavam o supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado, que chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, retirada do estabelecimento no início da madrugada. Ela não apresentava sinais de queimaduras e a primeira hipótese é de que a morte tenha acontecido por inalação de fumaça. Outras três pessoas ficaram feridas.
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