Finanças

Lula recebe presidente da Comissão Europeia no Rio antes de acordo Mercosul-UE

Encontro antecede assinatura histórica do tratado comercial entre Mercosul e União Europeia, prevista para Assunção.

Agência O Globo - 14/01/2026
Lula recebe presidente da Comissão Europeia no Rio antes de acordo Mercosul-UE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá, no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro ocorre na véspera da assinatura do aguardado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, marcada para Assunção, no Paraguai.

Lula e a diplomacia brasileira atuaram intensamente para que os termos do acordo fossem aprovados pelo Conselho Europeu ainda em 2025, o que permitiria a assinatura no Brasil, enquanto o país ocupava a presidência rotativa do Mercosul. No entanto, a análise do texto foi adiada para janeiro a pedido de países como Itália e França, que solicitaram discutir salvaguardas bilaterais.

O Conselho Europeu e o Parlamento Europeu alcançaram um acordo provisório sobre essas salvaguardas em 17 de dezembro de 2025, mas a França manteve posição contrária, e a Itália solicitou o adiamento da votação para janeiro.

A posição italiana, que acabou favorável ao tratado, era considerada decisiva, já que a aprovação no Conselho Europeu exige o apoio de pelo menos 15 dos 27 estados-membros e de países que representem, juntos, pelo menos 65% da população do bloco. Com França e Polônia contrárias, era fundamental conquistar o apoio de países populosos.

No Rio, Lula e os presidentes das duas instituições europeias "discutirão temas da agenda internacional e os próximos passos do acordo", conforme comunicado do Palácio do Planalto.

O tratado, fruto de 26 anos de negociações, é considerado histórico por criar uma zona de livre-comércio de mais de 720 milhões de consumidores. Juntas, as economias dos dois blocos somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Com a assinatura do acordo, as cláusulas econômicas começam a valer imediatamente, embora o texto ainda precise passar por etapas adicionais de ratificação.