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Morre Dadá Figueiredo, ícone que levou a atitude punk ao surfe brasileiro, aos 61 anos

Surfista revolucionou a modalidade e influenciou gerações com seu estilo agressivo e autêntico.

Estadão Conteúdo 25/10/2026
Morre Dadá Figueiredo, ícone que levou a atitude punk ao surfe brasileiro, aos 61 anos
Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro - Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Instagram

O surfe brasileiro perdeu um de seus personagens mais marcantes. Dadá Figueiredo morreu no sábado (24), aos 61 anos, depois de ser internado com pneumonia. O carioca ganhou projeção nos anos 1980 ao combinar radicalidade nas ondas, influência do skate e uma personalidade ligada ao movimento punk.

A morte foi lamentada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj), que destacou sua contribuição para a modalidade e a influência sobre diferentes gerações de atletas.

Estilo que rompeu padrões

Dadá construiu sua identidade com um surfe agressivo, marcado por movimentos verticais e manobras que incorporavam referências do skate. Sua importância ultrapassou os resultados em campeonatos: tornou-se conhecido pela liberdade de experimentar e por desafiar os padrões do esporte naquela época.

Entre suas principais conquistas estão o Campeonato Carioca de 1989 e o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento voltado ao desempenho nas ondas para além das competições.

Música e trajetória nas telas

A ligação com a cultura punk também apareceu fora da água. Dadá foi baixista da banda Os Normais e criou as marcas Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua identidade para a música e o vestuário.

Sua história foi retratada no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, lançado em 2014. O filme aborda os caminhos pessoais e esportivos de uma figura que conquistou espaço pela técnica e pela atitude.

Pai de três filhos, entre eles o também surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixa uma trajetória associada à transformação do surfe brasileiro.

Federação destaca legado

Na homenagem ao surfista, a Feserj ressaltou sua autenticidade e a capacidade de influenciar quem veio depois.

"Ele rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações", afirmou a entidade.