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Corinthians busca acordo com patrocinadora para mudar nome da Neo Química Arena

Clube considera multa de R$ 47,85 milhões, mas farmacêutica defende reajuste que elevaria o valor para cerca de R$ 68 milhões.

Esporte News Mundo 18/10/2026
Corinthians busca acordo com patrocinadora para mudar nome da Neo Química Arena
Corinthians e Hypera Pharma discutem rescisão do contrato de naming rights da Neo Química Arena. - Foto: Ricardo Moreira/Getty Images

O Corinthians negocia com a Hypera Pharma os valores de uma possível rescisão do contrato de naming rights da Neo Química Arena. A movimentação acontece em meio às conversas com a Caixa Econômica Federal para quitar a dívida do estádio, e as partes divergem sobre o valor da multa contratual, segundo apuração do ge.

O vínculo entre o clube paulista e a empresa farmacêutica foi firmado em setembro de 2020, com validade de 20 anos. O acordo prevê uma tabela de valores decrescentes para uma eventual rescisão unilateral, e a quantia estabelecida para 2026 é de R$ 47,85 milhões. Esse é o montante defendido pelo Corinthians nas conversas com a patrocinadora.

A Hypera Pharma, por outro lado, entende que a multa deve passar por uma correção com base no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Com o reajuste acumulado durante a vigência do contrato, o valor aumentaria pouco mais de 41%, chegando a aproximadamente R$ 68 milhões.

A diretoria alvinegra aposta no bom relacionamento com a empresa para diminuir o custo de um possível encerramento antecipado do acordo. A rescisão seria necessária caso o Corinthians chegasse a um entendimento com a Caixa para transferir ao banco os direitos comerciais sobre o nome do estádio.

Apesar das tratativas, o clube pretende preservar a parceria com a Hypera Pharma. Entre as alternativas apresentadas está a possibilidade de firmar um novo contrato de patrocínio. Outra opção seria negociar os naming rights de outras propriedades corintianas, como o CT Joaquim Grava.

Procurada pelo ge, a empresa farmacêutica informou que não comenta o assunto.

Corinthians apresenta proposta à Caixa pela Neo Química Arena

A diretoria do Corinthians trabalha para que a Caixa Econômica Federal assuma os naming rights da Neo Química Arena como parte de um acordo para liquidar a dívida do estádio. Na avaliação do clube, o espaço comercial tem potencial para render cerca de R$ 70 milhões por temporada.

O valor é consideravelmente superior aos aproximadamente R$ 15 milhões anuais pagos atualmente pela Hypera Pharma, com correção pela inflação, desde a assinatura do contrato, em 2020.

O projeto apresentado ao banco também contempla outras possibilidades de parceria. Entre elas estão o lançamento de títulos de capitalização, a transferência das operações financeiras do clube para a Caixa — incluindo contas e pagamentos de salários — e a criação de cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor.

A proposta prevê que o banco explore comercialmente o nome do estádio durante um período determinado. Com a receita estabelecida no acordo, o Corinthians espera encontrar uma solução para a dívida relacionada à construção da arena.

Dívida do Corinthians com a Caixa é estimada em R$ 630 milhões

Recentemente, o Corinthians conseguiu a suspensão temporária dos pagamentos da dívida, estimada em R$ 630 milhões, além da retenção de receitas provenientes de bilheteira e premiações esportivas. A medida representa um alívio para o fluxo de caixa alvinegro enquanto as negociações seguem em andamento.

Outro sinal de avanço nas conversas foi o desbloqueio de R$ 13,5 milhões pela Caixa. O valor fazia parte dos R$ 27 milhões depositados pelo Corinthians em uma conta-reserva prevista no contrato de pagamento do estádio.

Com a liberação dos recursos, a diretoria conseguiu quitar os salários de setembro, que estavam atrasados. O desfecho das negociações com o banco e a definição sobre o contrato com a Hypera Pharma, no entanto, ainda dependem de novos entendimentos entre as partes.