Esportes
Ex-técnico do Arsenal pode concorrer a presidência da Fifa
Candidatura de Arsène Wenger é discutida no cenário internacional do futebol
A briga da Uefa, em parceria com algumas entidades do planeta, para tentar desbancar Gianni Infantino da presidência da Fifa ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, com a revelação da possibilidade de Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal, surgir como concorrente do 'atual chefe' no próximo pleito para o mais importante cargo do futebol mundial.
Desde o fracassado plano de vender participações comerciais da Copa do Mundo, Infantino vem sofrendo enorme pressão de entidades, sobretudo a Uefa, para deixar a presidência da Fifa após três mandatos. Mesmo assim, o dirigente ainda tem significativo respaldo e aparece como favorito na nova eleição, na qual ninguém se atreveu a enfrentá-lo até o momento.
Segundo a BBC Sports, contudo, figuras importantes do futebol mundial sugerem a candidatura de Arsène Wenger - o carismático e maior treinador da história do Arsenal, que ocupa um cargo na Fifa desde a década passada -, apontado como forte candidato para desbancar Infantino por já conhecer a entidade.
Principal crítico da gestão de Infantino após o fracasso com a indicação do programa Fifa Forward Enterprise (FFE), Aleksander Ceferin já deixou claro que não tem intenção de deixar a presidência da Uefa para concorrer no pleito. Da mesma forma, Victor Montagliani não pretende abandonar o comando da Concacaf.
Wenger seria uma possibilidade, mesmo que a contragosto e com seu nome apenas sendo especulado pela BBC Sports. A emissora destaca, ainda, a luta de Infantino, que tem viajado pelos quatro cantos do planeta em busca de apoio para um novo mandato.
O ex-comandante do Arsenal jantou com Infantino e outros membros do Conselho da Fifa na quarta-feira, um dia antes da reunião agendada para Zurique, onde o atual mandatário se confrontará com seus críticos. Wenger foi questionado sobre suas intenções em relação ao cargo e evitou comentários.
"Ele seria um candidato ideal, mas é um homem independente", disse uma fonte próxima de Wenger à BBC Sports, que ainda ouviu outros dirigentes empolgados com o nome do ex-técnico de 76 anos.
"Ele não é um político do futebol, mas isso traria futebol e integridade para a liderança da Fifa", destacou Alex Phillips, ex-executivo da Uefa e da Fifa, ao criticar a atual postura da entidade. "O foco está muito mais no dinheiro do que no futebol. Acredito que alguém assim colocaria o futebol de volta como prioridade. Vamos ver o que ele decide. Pode haver outros candidatos também."
Outro funcionário importante de uma federação nacional europeia concordou que Wenger realmente entende o desenvolvimento do futebol por estar à frente dele.
"As pessoas não o veem apenas como um europeu. Ele é muito respeitado na Ásia, por exemplo, por sua experiência trabalhando no Japão. Muitas pessoas dizem que ele seria o candidato ideal. Com ele, não se trata de dinheiro, status ou ego. Ele realmente ama o jogo", ressaltou.
"Ele conseguiu desempenhar uma função difícil e entende a Fifa, e é por isso que ele seria um ótimo candidato. Dito isso, ele está em uma posição realmente difícil", concluiu, mencionando que Wenger se distanciou de Infantino quando soube dos detalhes do programa Fifa Forward Enterprise.
Na ocasião, Wenger fez questão de explicar que não esteve envolvido no plano estratégico de Infantino. "Tomei conhecimento do projeto apenas através de notícias na imprensa", disse, em comunicado, na época. "A decisão de retirar o projeto foi absolutamente necessária e indiscutível, porque acredito firmemente em uma Fifa independente que sirva o nosso futebol com compromisso, transparência e integridade."
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