Esportes
Vasco x Boca Juniors é mantido no Maracanã pela Justiça em meio à disputa com consórcio Fla-Flu
Decisão do TJ-RJ restabelece jogo no estádio, levando em consideração a segurança pública e a venda de ingressos.
A Justiça do Rio de Janeiro restabeleceu a realização da partida entre Vasco e Boca Juniors, pela Sul-Americana, no Maracanã. O clube carioca tinha tudo acertado para mandar o confronto no estádio, mas uma decisão posterior havia barrado a realização do jogo no local. Porém, após revisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o estádio foi novamente autorizado a receber a partida.
A decisão foi assinada pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Órgão Especial do TJ-RJ, na manhã desta quinta-feira, 13. De acordo com o documento, o Maracanã ficará à disposição para o duelo da próxima terça-feira, 20.
Para justificar a decisão, o magistrado destacou a questão da segurança pública, já que as autoridades haviam apontado o estádio como a melhor alternativa para o confronto. Além disso, a venda de mais de 46 mil ingressos foi levada em consideração, uma vez que a mudança de local dificultaria a organização da partida.
A realização de um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo no Maracanãzinho também havia gerado preocupação com a segurança. Para evitar possíveis conflitos entre os eventos, foi solicitada a mudança de data da partida de basquete.
Vasco e Boca Juniors se enfrentam nesta terça às 21h30 (de Brasília), em La Bombonera, em Buenos Aires, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. A partida de volta será disputada na próxima terça-feira, 20, no mesmo horário, no Maracanã.
O Vasco precisou buscar outro estádio porque São Januário não atende à exigência da Conmebol de capacidade mínima de 30 mil espectadores para partidas da semifinal. O estádio do clube comporta pouco mais de 20 mil pessoas.
O Vasco já havia conseguido liberação na Justiça. O clube chegou a ter autorização para enfrentar o Boca Juniors no Maracanã na sexta-feira, 9. A decisão do desembargador Marco Antônio Ibrahim, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), considerou manifestações de órgãos de segurança favoráveis à realização da partida no estádio.
A liberação, porém, durou pouco. No dia seguinte, o consórcio Fla-Flu recorreu, e a primeira vice-presidente do tribunal, Suely Lopes Magalhães, suspendeu a decisão. A magistrada entendeu que Ibrahim não poderia rever a determinação anterior, que havia negado o pedido do Vasco. A realização de uma partida de basquete no Maracanãzinho no mesmo dia também foi apontada como uma preocupação de segurança.
Com o novo veto, o Vasco voltou a recorrer para manter o confronto no estádio. O Ministério Público do Rio de Janeiro também pediu a revisão da decisão, argumentando que a mudança de local poderia trazer riscos à segurança dos torcedores.
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