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Psicólogo de Maradona se defende em julgamento e chama ex-astro de 'bipolar e narcisista'

Carlos Diaz, um dos profissionais julgados pela morte de Maradona, alega que o ex-jogador tinha transtornos e vícios crônicos.

30/04/2026
Psicólogo de Maradona se defende em julgamento e chama ex-astro de 'bipolar e narcisista'
Diego Maradona - Foto: Reprodução

Após ser alvo de duras acusações da ex-mulher de Maradona, Verónica Ojeda, que chamou os sete membros da equipe médica de "assassinos" durante o julgamento em San Isidro nesta quinta-feira, o psicólogo Carlos Diaz utilizou sua defesa para apontar aspectos da personalidade do ex-jogador argentino.

Diaz afirmou que conviveu com Maradona apenas nos 29 dias que antecederam sua morte, ocorrida em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, em decorrência de um ataque cardíaco. O ex-craque se recuperava de uma cirurgia para remoção de um hematoma subdural realizada duas semanas antes do falecimento.

Segundo o psicólogo, no primeiro contato, Maradona apresentava sinais de consumo excessivo de álcool e frequentemente estava sonolento ou dormindo. "Fiquei contente que ele demonstrava um desejo real de mudança. Expliquei que o método mais eficaz seria a abstinência total do álcool", destacou Diaz em sua defesa.

"Mas havia um vício, transtorno bipolar e personalidade narcisista. Todas essas são condições crônicas para toda a vida", afirmou o psicólogo, detalhando seu papel no acompanhamento do astro.

Diaz reforçou a importância do tratamento de abstinência. "Havia um transtorno bipolar e um narcisismo. Ele podia colocar um país de joelhos, mas uma taça de álcool podia colocá-lo de joelhos", declarou. "Todos queríamos o melhor para Maradona. Eu jamais buscaria um tratamento que prejudicasse um paciente."