Esportes

Fifa aumenta valor total das premiações da Copa do Mundo

Entidade também aprovou 'limpeza' de cartões amarelos em duas fases do torneio

Redação ANSA 29/04/2026
Fifa aumenta valor total das premiações da Copa do Mundo
Estados Unidos sediarão torneio ao lado de Canadá e México - Foto: © ANSA/EPA

A Fifa anunciou um aumento significativo na premiação total destinada às 48 seleções que participarão da Copa do Mundo de 2026: o valor total passou de US$ 727 milhões (R$ 3,6 bilhões) para cerca de US$ 871 milhões (R$ 4,3 bilhões), representando um crescimento de 15%.

A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da entidade, na última terça-feira (28), em reunião em Vancouver, e está ligada ao aumento da receita comercial do torneio, que começa em 11 de junho nos Estados Unidos, Canadá e México.

Segundo a Fifa, cada seleção receberá uma contribuição mínima de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,4 milhões) para preparação, acima dos US$ 1,5 milhão anteriores (cerca de R$ 7,4 milhões).

Além disso, as equipes que ficarem entre a 33ª e 48ª colocação terão direito a US$ 10 milhões (R$ 49,7 milhões) apenas pela participação na fase de grupos, valor superior aos US$ 9 milhões (R$ 44,7 milhões) previstos anteriormente.

O restante da premiação será distribuído conforme o desempenho ao longo da competição.

A seleção campeã mundial, que antes receberia US$ 50 milhões (cerca de R$ 250 milhões), passará a ter direito a um prêmio de US$ 51 milhões (R$ 267 milhões), além do valor da ajuda de custo.

Os prêmios anteriores tinham sido definidos em reunião no Catar, em dezembro, mas foram ampliados com a expectativa de que o Mundial de 2026 gere receita recorde para a entidade.

Durante a reunião, o Conselho da Fifa também aprovou novas regras disciplinares, incluindo a possibilidade de expulsão de jogadores que cubram a boca para insultar adversários, após o escândalo envolvendo o jogador Gianluca Prestianni com Vinícius Júnior na Champions League.

Também passará a ser punido com expulsão qualquer jogador que abandonar o campo em protesto contra decisões da arbitragem, medida adotada após a polêmica final da Copa Africana de Nações entre Marrocos e Senegal.

Outra mudança anunciada foi a anulação de cartões amarelos acumulados ao fim da fase de grupos e após as quartas de final, com o objetivo de reduzir impactos disciplinares nas etapas decisivas do torneio.

Em outra decisão relevante, a Fifa deu sinal verde para a possível participação de uma seleção nacional de refugiados afegãos em competições internacionais organizadas pela entidade.

O Conselho também confirmou que a eleição presidencial da Fifa para o mandato 2027-2031 ocorrerá no 77º Congresso, previsto para o próximo ano. O atual presidente da entidade, Gianni Infantino, poderá concorrer à reeleição. A campanha eleitoral deve começar já a partir de amanhã.

Por fim, a entidade lançou uma consulta pública para avaliar a implementação de uma regra que exigiria a presença obrigatória de ao menos um jogador das categorias de base sub-20 ou sub-21 em campo por clube.