Esportes

Comitê descarta nomear comissário para chefiar Federação Italiana de Futebol

Luciano Buonfiglio, líder do Coni, afirmou que não pode agir como um 'xerife'

Redação ANSA 28/04/2026
Comitê descarta nomear comissário para chefiar Federação Italiana de Futebol
Luciano Buonfiglio, líder do Coni, afirmou que não pode agir como um 'xerife '

O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Luciano Buonfiglio, descartou a possibilidade de intervir na Federação Italiana de Futebol (Figc), que está sem um líder há quase um mês.

Em períodos de crise, o Coni é o órgão italiano responsável por nomear um comissário especial para chefiar provisoriamente a Figc até a eleição de um novo mandatário.

"Nem a direita nem a esquerda me influenciam. Fui eleito para fazer cumprir as regras, e a primeira pessoa que deve cumpri-las sou eu mesmo. Quando as condições para nomear um comissário estavam presentes, eu o fiz. Hoje, não estão. Tenho orgulho e me sinto honrado em representar todas as entidades. Embora eu as represente e as apoie, também devo supervisioná-las, mas isso não significa que eu tenha que agir como um xerife", afirmou Buonfiglio.

Os problemas do futebol italiano vão muito além da ausência de um presidente na federação que regula a modalidade no país, já que um novo escândalo de arbitragem deixou o cenário do calcio ainda mais delicado. Diante disso, a Uefa se opõe à nomeação de um comissário para comandar a Figc.

Segundo fontes do governo familiarizadas com o tema, citadas pela imprensa local, a entidade continental teria ameaçado excluir a Itália da coorganização da Eurocopa de 2032 e até mesmo suspender os clubes do país dos torneios continentais.

Paralelamente, os cartolas Giovanni Malagò e Giancarlo Abete, principais candidatos para substituir Gabriele Gravina no comando da Figc, se encontrarão no dia 8 de maio com representantes da Lega Pro, entidade que regula a terceira divisão do futebol italiano. Os clubes da Série C participarão dos debates por videoconferência.