Esportes
Norris critica novos carros da F1: 'São horríveis, os piores já construídos'
Piloto da McLaren, Lando Norris, aponta dificuldades com regulamento de 2026 e diz que divisão de potência prejudica desempenho e pilotagem.
As mudanças técnicas previstas para a temporada 2026 da Fórmula 1 continuam gerando polêmica entre pilotos e equipes. Após a classificação do GP da Austrália, realizada neste sábado, Lando Norris voltou a manifestar forte insatisfação com os novos carros e o impacto do regulamento na pilotagem.
O atual campeão mundial destacou que a nova divisão de potência entre motor a combustão e sistema elétrico vem causando dificuldades constantes aos pilotos, principalmente pela necessidade de gerenciar energia ao longo de toda a volta.
"Passamos dos melhores carros já construídos na F1, e os mais divertidos de pilotar, para provavelmente os piores. São horríveis", afirmou o piloto da McLaren.
Segundo Norris, o equilíbrio proposto pelo regulamento não se mostra eficiente na prática e gera situações inusitadas durante as corridas e sessões classificatórias.
"O fato é que a divisão igualitária entre motor a combustão e parte elétrica simplesmente não dá certo", criticou.
Para o britânico, o maior problema está na necessidade de controlar o nível da bateria durante a volta, o que interfere diretamente na abordagem de curvas e retas.
"Desaceleramos tanto antes das curvas que precisamos levantar o pé em todos os lugares para garantir que a bateria esteja no nível máximo, mas se estiver no nível máximo, estamos ferrados do mesmo jeito", explicou.
As críticas de Norris também revelam uma mudança de postura. No início do ano, o piloto chegou a ironizar Max Verstappen, que havia reclamado publicamente das novas características dos carros. No entanto, com o início da temporada, Norris passou a concordar com as críticas do rival da Red Bull.
O britânico ainda mencionou um episódio ocorrido durante o Q3 em Melbourne, quando passou por cima de um detrito que se soltou do carro de Andrea Kimi Antonelli. Segundo ele, o incidente ocorreu porque sua atenção estava voltada às informações do volante, essenciais para controlar o uso de energia.
"Eu estava olhando para o volante e foi por isso que não vi os detritos. Preciso olhar para a velocidade que vou atingir no final da reta para saber se devo frear 30 metros antes ou dez metros depois", relatou.
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