Esportes
Chefe da Aston Martin critica motores da Honda: 'Não teríamos assinado se soubéssemos disso'
Adrian Newey revela insatisfação com desempenho das unidades de potência e destaca desafios técnicos enfrentados pela equipe durante o GP da Austrália.
O momento turbulento da Aston Martin ganhou mais um capítulo na coletiva de imprensa desta sexta-feira, em Melbourne, na Austrália, durante os treinos livres para o GP da Austrália de Fórmula 1. A prova marca o início da temporada 2026. Adrian Newey , chefe da escuderia, foi incisivo ao ser questionado sobre a Honda e os motores atualmente usados pela equipe.
Newey insinuou que o motor deste ano é ineficiente, indicando que a montadara japonesa deveria “começar a trabalhar no motor de 2027”. Ele ainda admitiu: "Se soubéssemos do cenário atual em relação à qualidade do motor, não teríamos sido aceitos com eles", afirmou em nome da equipe.
Durante uma conversa com jornalistas, o dirigente comentou sobre a escassez de peças após a participação dos carros da Aston Martin no primeiro treino livre realizado no circuito de Albert Park. "Estamos enfrentando um problema de bateria contínua — apenas duas estão disponíveis para este fim de semana —, com dificuldades na comunicação interna entre a bateria e seu sistema de gerenciamento. Mas o problema subjacente, muito mais profundo, são as questões de vibração com as quais ainda estamos lidando", explicou.
Questionado sobre a expectativa para o treino classificatório e a corrida, marcado para a madrugada deste domingo, às 1h (horário de Brasília), Newey afirmou que a equipe precisa gerenciar os problemas: “Daremos 30 voltas em cada carro e 60 na corrida, ou o que for.
Os problemas relatados por Newey também foram refletidos nas pistas. No TL1, Fernando Alonso sequer saiu dos boxes. Segundo a Honda, havia suspeitas de problemas na unidade de potência do carro do bicampeão mundial. Lance Stroll também enfrentou dificuldades e completou apenas três voltas no circuito.
Indagado se este seria um dos momentos mais difíceis de sua carreira na Fórmula 1, Newey percebeu que a falta de sintonia com a Honda limita as possibilidades de ocorrência da Aston Martin, pelo menos por enquanto.
“Acho que me sinto um pouco impotente porque, obviamente, temos um problema muito significativo com a unidade de potência. E a falta de testes significa que, ao mesmo tempo, não estamos descobrindo nada sobre o carro”, concluiu.
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