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Fórmula 1 monitora tensão no Oriente Médio após ataque próximo ao Bahrein

Teste de pneus da Pirelli é cancelado por segurança após míssil atingir base dos EUA perto do circuito de Sakhir; etapas no Oriente Médio seguem no calendário, mas situação é acompanhada de perto.

28/02/2026
Fórmula 1 monitora tensão no Oriente Médio após ataque próximo ao Bahrein
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Fórmula 1 informou neste sábado que está monitorando atentamente a crescente tensão no Oriente Médio, após novos ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A preocupação aumenta às vésperas do início da temporada e a poucas semanas dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, ambos previstos para abril.

Um míssil iraniano atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos a cerca de 30 quilômetros do Circuito de Sakhir, no Bahrein, local onde estava programado um teste de pneus da Pirelli neste fim de semana. A atividade, que teria participação de carros da Mercedes e McLaren em simulações de pista molhada para o desenvolvimento de compostos de chuva, foi cancelada por motivos de segurança.

A intensificação do conflito resultou no fechamento do espaço aéreo em partes do Oriente Médio e afetou hubs importantes, como Dubai e Doha. Integrantes das equipes e da própria F1 que planejavam deslocamentos pela região precisaram reorganizar voos rumo à Austrália, sede da abertura do campeonato no próximo fim de semana, em Melbourne.

Apesar do cenário, a categoria não prevê impacto imediato para o início da temporada. Em nota, a Formula One Management (FOM) destacou que as três primeiras etapas — Austrália, China e Japão — estão fora do Oriente Médio. "Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como essa e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades relevantes", informou a entidade.

Bahrein e Arábia Saudita seguem programados para receber a quarta e a quinta etapas do calendário, nos dias 12 e 19 de abril, respectivamente. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) também acompanha os desdobramentos da crise.

No momento, a posição oficial é de cautela e monitoramento constante. A realização das etapas no Oriente Médio permanece mantida no calendário, mas a evolução do conflito será determinante para possíveis decisões futuras.