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Federação exclui time italiano da Série A do basquete por irregularidades

Trapani Shark foi multado em 600 mil euros em razão da exclusão

Redação ANSA 12/01/2026
Federação exclui time italiano da Série A do basquete por irregularidades
Trapani Shark foi multado em 600 mil euros em razão da exclusão - Foto: ANSA

A Federação Italiana de Basquete excluiu nesta segunda-feira (12) uma equipe da principal divisão da modalidade no país por uma série de problemas administrativos.

O Trapani Shark já havia sido penalizado com a perda de 10 pontos na tabela de classificação. Nas últimas partidas, o time entrou em quadra com apenas três atletas do elenco principal e chegou a desistir do confronto contra a Virtus Bologna.

Na partida anterior à exclusão, o Trapani enfrentou o Trento, mas os árbitros encerraram o jogo quando o placar marcava 26 a 11, após a equipe siciliana ficar reduzida a apenas um jogador em quadra. Sete atletas chegaram a comparecer, porém apenas três eram profissionais, e todos foram se retirando gradativamente da quadra.

"Houve uma clara distorção da igualdade competitiva entre as equipes, resultante da escalação, por parte do Trapani Shark, de um time claramente incapaz de competir com seu adversário, com o objetivo de apenas disputar formalmente a partida e evitar uma segunda desistência, o que resultaria na exclusão definitiva", informou o tribunal italiano.

Os magistrados cancelaram todos os compromissos restantes do Trapani na temporada e determinaram uma multa de 600 mil euros ao clube. Além disso, o presidente do time, Valerio Antonini, recebeu uma suspensão adicional de três meses.

"O mundo do basquete não pode aceitar que filiados e representantes de clubes de prestígio, representando cidades importantes como Trapani, comprometam a credibilidade de um movimento saudável que traz prestígio ao nosso esporte tanto nacional quanto internacionalmente", lamentou a federação.

O Trapani é administrado por Antonini, empresário do ramo de grãos e conhecido por seu perfil excêntrico e controverso. Após investimentos significativos na temporada passada, o clube passou a sofrer punições por deixar de pagar o imposto de renda sobre pessoas físicas (Irpef) e contribuições previdenciárias.

Diante de um cenário institucional cada vez mais instável, quase todos os jogadores e membros da comissão técnica, incluindo o renomado técnico croata Jasmin Repesa, deixaram o clube.