Economia

Crédito do Banco do Nordeste para bovinocultura de corte cresce 212% entre agricultores familiares alagoanos, em quatro anos

Financiamentos do BNB para a atividade passaram de R$ 64 milhões para R$ 200 milhões entre trabalhadores rurais da agricultura familiar, no período de 2022 a 2025, em Alagoas

28/04/2026
Crédito do Banco do Nordeste para bovinocultura de corte cresce 212% entre agricultores familiares alagoanos, em quatro anos

Maceió (AL), 28 de abril de 2026 – Levantamento realizado pelo Banco do Nordeste (BNB) apontou crescimento do crédito voltado à bovinocultura de corte praticada por agricultores familiares em Alagoas. No período de 2022 a 2025, esses financiamentos, realizados no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), passaram de R$ 64 milhões para R$ 200 milhões, um incremento de mais de três vezes (212%).

A participação desse público no total financiado pelo BNB para a atividade em Alagoas também apresentou aumento: os agricultores familiares respondiam por cerca de 43% do montante do crédito destinado à criação de bovinos para corte, em 2022, que somou R$ 150 milhões naquele ano. Já em 2025, os financiamentos para corte realizados pelo Banco do Nordeste no estado atingiram um volume de R$ 303 milhões, dos quais 66% foram para agricultores familiares.

A maior parte desses financiamentos da agricultura familiar foi realizada pelo Programa de Microcrédito Rural do BNB, o Agroamigo, que abrange os microempreendedores rurais, com metodologia própria baseada no crédito produtivo e orientado, por meio do qual o agricultor recebe orientação negocial para aplicação dos recursos.

De acordo com o gerente da área rural do BNB em Alagoas, Adriano Alves do Nascimento, múltiplos fatores podem ser levados em conta para essa expansão da atividade entre os agricultores familiares. “Estamos acompanhando uma diversificação de atividades, como oportunidade que o agricultor familiar encontrou na bovinocultura de corte para obtenção de renda, face a entressafras agrícolas ou dificuldades inerentes à oscilação de preço ou intempéries climáticas de outras culturas; então produtores que antes focavam apenas em culturas permanentes estão destinando parte de suas terras para pastagens rotacionadas”, aponta.

Além disso, o gestor também destaca políticas públicas voltadas à agricultura familiar que ampliaram o acesso a tecnologias que agregam valor à atividade, como o melhoramento genético, antes reservadas apenas à produtores de portes maiores. “É o caso do nosso programa Agroamigo que financia o melhoramento genético do rebanho”, atesta.

Adriano ressalta ainda a introdução de novos projetos de bovinocultura de corte em áreas como agreste e sertão, por médios e grande produtores que acabam disseminando a prática entre os pequenos trabalhadores rurais e agricultores familiares. “É toda uma mudança de mentalidade que contribui para essa diversificação de atividades”, afirma.

O levantamento do BNB aponta que o crescimento desse tipo de financiamento para os agricultores familiares aconteceu principalmente nos municípios atendidos pelas unidades do banco em Arapiraca, Penedo, Viçosa, União dos Palmares e Palmeira dos Índios.
 
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