Economia

Imóveis ignoram juros altos e entregam valorização de 6,52% em 2025

Consolidado como "porto seguro", o mercado imobiliário superou indicadores como IPCA e IGP-M no último ano, mantendo resiliência mesmo sob juros elevados.

Assessoria 06/03/2026
Imóveis ignoram juros altos e entregam valorização de 6,52% em 2025
- Foto: Freepik

Enquanto a economia brasileira enfrenta o desafio dos juros altos e do crédito mais restrito, o mercado imobiliário caminha na contramão da incerteza e se consolida como uma reserva de valor resiliente. De acordo com o consolidado do Índice FipeZAP, o desempenho acumulado do setor em 2025 fechou com uma valorização de 6,52%, consolidando a força estrutural do "tijolo" mesmo diante de um cenário macroeconômico complexo.

Em outubro do ano passado, os preços de venda de imóveis residenciais registraram alta de 0,54%. Embora o número tenha representado um leve ajuste em relação aos 0,57% de setembro, o resultado manteve uma trajetória consistente de ganho real. Para efeito de comparação, a prévia da inflação oficial (IPCA-15) subiu apenas 0,18%, enquanto o IGP-M registrou recuo de 0,36%, colocando os imóveis acima da variação geral de preços da economia.

Este cenário de alta atrai o olhar de quem busca patrimônio sólido. Contudo, antes de fechar negócio, o comprador deve entender a diferença entre construtora e incorporadora: a primeira é focada na execução técnica da obra, enquanto a segunda é a mentora do projeto, cuidando da parte legal, comercial e do planejamento do empreendimento no terreno.

A marca de valorização reforça a tese do imóvel como um ativo estratégico. Com a renda das famílias em ascensão e o nível de emprego estável, a busca por ativos reais tem servido de proteção contra a volatilidade. No recorte de dez meses de 2025 (até outubro), o aumento acumulado de 5,61% já superava com folga o IPCA do período (3,83%) e o IGP-M, que operava em queda de 1,30%.

Em capitais como São Paulo, onde o metro quadrado médio chegou a R$ 11.833, o rigor na escolha da empresa parceira é decisivo. Por isso, a procura por uma incorporadora de imóveis em São Paulo que tenha credibilidade no mercado local tornou-se um passo fundamental para investidores que desejam garantir a liquidez e a rentabilidade de seus novos ativos.

O levantamento daquele período apontou que 52 das 56 cidades monitoradas tiveram aumento de preços em outubro. Curitiba (1,21%) e Belo Horizonte (1,17%) foram os grandes destaques do mês, seguidas por Maceió e Teresina. Já no acumulado de 12 meses encerrados em 2025, Vitória liderou o ranking nacional com uma alta expressiva de 15,07%, seguida por Salvador (13,77%) e João Pessoa (13,49%).

Atualmente, neste início de 2026, o preço médio do metro quadrado no Brasil atingiu R$ 9.529. Os imóveis de um dormitório continuam sendo os preferidos, com valorização de 7,8% em 12 meses. No topo da exclusividade, Vitória se mantém como a capital mais cara do país (R$ 14.122/m²), superando Florianópolis (R$ 12.618/m²) e São Paulo. Na ponta oposta, Aracaju e Teresina oferecem os valores mais acessíveis da amostra.