Economia

Ticket médio das compras no crediário cresce 21% no primeiro bimestre

Assessoria 04/03/2026
Ticket médio das compras no crediário cresce 21% no primeiro bimestre
Ticket médio das compras no crediário cresce 21% no primeiro bimestre - Foto:

Alta no valor das operações e avanço nas vendas financiadas marcaram o início de 2026, mesmo com redução de 11% na taxa de aprovação diante de critérios mais rigorosos. A inadimplência ficou estável na comparação anual, mas ainda acima da média histórica anterior a 2020. As primeiras compras representaram 69% dos contratos no período, o que indica renovação da base de clientes e maior presença do crediário em compras de maior valor no varejo físico.

Março, 2026 - O valor médio das compras financiadas via crediário subiu 21% no primeiro bimestre de 2026 na comparação com igual período de 2025, passando de R$ 1.481 para R$ 1.806, segundo dados da Top One Financeira, especializada em crediário e empréstimos no ponto de venda. No mesmo intervalo, a companhia registrou crescimento de 5,8% no volume de vendas financiadas. O avanço ocorreu em meio à maior seletividade na concessão. O percentual de aprovações sobre os pedidos de crédito recuou 11% em relação ao primeiro bimestre do ano passado, indicando ajuste na análise mesmo com operações de maior valor médio. 

A taxa de inadimplência encerrou o bimestre sem variação relevante frente ao mesmo período de 2025. O indicador, no entanto, permanece acima da média histórica pré-2020 (pandemia), sugerindo manutenção da pressão sobre a qualidade do crédito. Entre os que solicitaram análise de crédito no bimestre, a participação de primeiras compras foi de 69% do total de contratos, o que reflete maior entrada de novos consumidores na modalidade e possível migração do cartão de crédito para o crediário.

Para Vanderley Cardoso de Moraes, especialista em análise de crédito e CEO da Top One, o aumento do valor médio das operações eleva a exposição por contrato e exige maior rigor na concessão. “Quando o ticket sobe, qualquer erro tem impacto maior sobre a carteira. Por isso, a análise precisa ser mais criteriosa, com foco na capacidade real de pagamento e no comprometimento de renda. O fato de a inadimplência permanecer estável mesmo com contratos de maior valor indica que os critérios de concessão foram ajustados para preservar a qualidade da carteira”, analisa.