Economia

O impacto dos pagamentos digitais Pix na economia

13/01/2026
O impacto dos pagamentos digitais Pix na economia
- Foto: Reprodução /Internet

Lançado em novembro de 2020, o Pix rapidamente tomou proporções astronômicas e se tornou o meio de pagamento mais utilizado no país. As transferências bancárias se tornaram obsoletas, boletos menos úteis e cartões de crédito de repente não eram mais a única forma prática de pagar por algo.

O comércio passou a se beneficiar de pagamentos à vista mais rápidos, seguros e práticos, e os consumidores também. Inclusive, não só nas lojas físicas, já que o Pix rapidamente foi incorporado a soluções rápidas para pagamentos digitais. A mesma instantaneidade e gratuidade, com um clique, graças à tecnologia do QR Code.

Inclusive, o seu uso não possui limites. Vemos hoje o Pix sendo utilizado para doações em transmissões ao vivo e para depósitos e saques em plataformas de jogos. Aliás, toda plataforma desse tipo licenciada hoje no Brasil se tornou um cassino Pix, algo que ainda era raridade e pioneirismo em 2020.

Pix completou cinco anos e comprova seu sucesso

Já se passaram mais de cinco anos desde a implementação do Pix e ele segue quebrando recordes. Atualmente dominando totalmente as transações financeiras, o Pix é utilizado por 93% dos adultos no país. É praticamente impossível encontrar alguém que realize pagamentos de forma digital que não consiga pagar e receber com este método.

Afinal, qualquer conta bancária pode ter uma chave Pix atrelada a ela. Pode ser o e-mail, CPF, telefone e até qualquer chave aleatória. Todos funcionam da mesma forma: transferência gratuita e instantânea de qualquer valor. Não há como outros métodos competirem com isso.

Essas chaves podem ter códigos QR gerados para que qualquer um possa ler e pagar um valor predeterminado ou um personalizado. Isso possibilita, como mencionamos acima, acesso rápido para doações e transferências para os mais variados fins, incluindo os jogos de aposta tornados legais este ano.

Por que o Pix é considerado superior?

Para entender bem o impacto dos pagamentos digitais com Pix na economia, podemos compará-lo aos outros métodos que já estavam presentes. Porém, vamos além e trazer a perspectiva tanto do consumidor quanto de quem recebe a renda por esse meio.


Do ponto de vista do consumidor, esses são os principais benefícios ao adotar o Pix:


• Ausência de risco de clonagem que acontece com os cartões, outro método prático.

• Nenhum custo ou manutenção pelo uso do Pix para transferências.

• Eficácia mesmo em fins de semana, feriados ou fora do horário comercial.

• Comumente associado a descontos, substituindo o boleto nesta vantagem.

Por sua vez, aqueles que recebem sua principal fonte de renda com pagamentos via Pix também usufruem de vantagens:


• Menor custo que o que é associado a cartões de débito ou crédito.

• Independência de máquinas, se o lojista assim desejar.

• Recebimento imediato em conta.

• Fácil implementação para novas lojas e serviços.

• Exige apenas conta bancária para o CNPJ.

• Facilidade de controle financeiro.


Para ambos, nenhum outro método possui todas essas características em conjunto. Então, por consequência, o destino do Pix seria sempre o mesmo: a dominância do mercado.

Existirá um substituto para o Pix?



Enquanto outras formas de pagamento sempre possuíram uma ou outra característica que deixava a desejar, o Pix é o que se pode considerar um método “redondinho”. É gratuito, está sempre disponível, raramente enfrentou problemas de servidor e é monitorado e gerido pelo Banco Central.

A análise que conseguimos fazer é a de aprimoração, tanto da tecnologia quanto da segurança, que devem sempre acompanhar a evolução de outras soluções, como os sistemas bancários. Fora isso, é um exercício de futurologia sem frutos, ao menos diante do que conseguimos ver no momento, imaginar algo que o substitua como uma melhor alternativa.

A popularidade e o resultado na economia



É possível fazer um paralelo entre a popularidade do Pix e mudanças na economia, para melhor, com base em três pilares que derivam do que abordamos acima:

• Inclusão financeira: não excludente como os cartões e sem o custo das transferências tradicionais, o Pix abriu as portas das transações digitais para muita gente.

• Eficiência: transações imediatas têm impacto direto no fluxo de caixa e na capacidade de planejamento e pagamento de consumidores e empresas.

• Competitividade: as taxas de outros métodos de transação financeira acabaram sendo baixadas para compensar as vantagens do Pix e não perder uma fatia ainda maior do mercado.


O saldo é muito positivo para qualquer brasileiro, motivo pelo qual o Pix é referência no quesito transferências para todo o mundo. Certamente, continuaremos a ver mais recordes sendo quebrados.