Curiosidades
'Meu filho nunca desacreditou de mim', diz Giulia Gam em entrevista ao 'Conversa vai, conversa vem'; assista
Em meio a situações que abalaram sua saúde mental, a atriz revela que Theo Bial foi sua principal motivação para decidir cuidar de si: 'Chegou num ponto na minha vida que a única coisa que fazia sentido era ele'
Giulia Gam
Conversa vai, conversa vem
Precisou se afastar da vida profissional para cuidar da sua saúde. Um componente importante para essa sua vontade de pegar de novo as rédeas da sua vida deve ter sido o Theo, seu filho...
Uma pessoa absolutamente fundamental. Em nenhum momento meu filho desacreditou de mim, deixou a peteca cair, sabe? Até me emociono de falar. E ele sempre bancou. Quando eu falei que ia diminuir a medicação, ele disse: "Mãe, tô do seu lado". E a gente faz pelo filho. Porque, chegou num ponto na minha vida que, realmente, a única coisa que fazia sentido era o meu filho. Eu podia não trabalhar mais, podia morrer... Mas meu filho, sabe... O resto de força ou de vida que ainda tinha era o Théo.
Que lindo...
Falei: "Vou tentar pela última vez por ele. Se não der certo, paciência, é uma história que não deu certo. Mas por ele, eu vou tentar".
Você passou por crises de ansiedade? O que aconteceu de fato?
Tive uma crise de ansiedade grande devido a várias questões que tive que lidar, situações tensas. Morando no Rio, não tinha minha rede de apoio paulistana. Foi uma sucessão de coisas, a morte da minha mãe... Teve um momento de estresse em 2015/2016, em que senti muita ansiedade. A gente não sabe nominar muito o que é, mas hoje, vejo que essa ansiedade já vinha pontilhando. O nascimento do meu filho...
Um processo que veio se arrastando...
Chegou num ponto... Ensaiei (a novela) "Novo Mundo" (2017) maravilhosamente bem, achei que estava ok. Só que no dia de gravar, senti aquela ansiedade de novo. Seria um risco continuar no projeto. Me afastei e falei: "Vou ter que resolver isso".
Às vezes, o passo mais difícil é aceitar que precisamos de ajuda. Como foi acolher as próprias vulnerabilidades?
Não tenho medo de pedir ajuda. Ao contrário, falo: "Pelo amor de Deus!". Só que eu estava pedindo ajuda demais. Quando você sente uma dor emocional e física começa a procurar até achar alguém que fala "calma, vamos por aqui e tal". Vai a pai de santo, tarô, homeopatia e vai fazendo um imbróglio sem saber o que tá funcionando e o que está atrapalhando. Chegou uma hora que falei: "Não vai dar, minha qualidade de vida está um horror e pior não vai ficar". E mudei radical.
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