Curiosidades
Viajante, surfista e especialista em venenos: a vida secreta de Agatha Christie, agora revelada em exposição
Acervo inédito exposto na Biblioteca Britânica a partir de 30 de outubro mostra o lado ousado e aventureiro da escritora
Agatha Christie teve uma vida cercada de mistérios, como o célebre e inexplicável desaparecimento de 11 dias em 1926. No entanto, uma grande exposição na Biblioteca Britânica, com abertura prevista para o dia 30 de outubro, revela que as verdadeiras surpresas sobre a Rainha do Crime vão muito além da ficção e das páginas de jornais da época.
Anabolizantes, bulimia, pai abusivo:
Homenagem:
Com base em itens inéditos de seu acervo pessoal, o público descobre uma mulher com hábitos e habilidades verdadeiramente à frente de seu tempo. O jornal britânico The Mirror publicou em primeira mão alguns destaques da exposição, que marca os 50 anos de sua morte. Confira:
Pioneira do Surf
Christie foi uma das primeiras pessoas a praticar surf e pode ter sido a primeira mulher britânica a ficar de pé em uma prancha. Ela aprendeu a surfar na África do Sul em 1922 e, posteriormente, praticou no Havaí. Existem, inclusive, registros em fotos e réplicas de sua prancha.
Nômade
Quem via nela a inspiração para a pacata Miss Marple está equivocado. Agatha Christie viajava pelo mundo, tirava fotos e registrava suas andanças em filmes. Desprendida, precisava apenas de uma máquina de escrever e de uma mesa de estudos para trabalhar de onde estivesse.
Especialista em venenos
A precisão com que usava venenos em seus assassinatos literários veio de sua experiência real trabalhando na farmácia de um hospital durante a Primeira Guerra Mundial. O acervo da exposição conta com o manual de farmácia pessoal dela, o Pharmaceutical Pocket Book, assinado com seu próprio nome: "A. Christie".
Fotógrafa apaixonada
A partir de 1922, a autora passou a viajar com sua própria câmera fotográfica. Ela era a "guardiã" das memórias da família, organizando e anotando à mão o nome de cada pessoa nos álbuns de fotos. Se tivesse rede social na época, provavelmente teria um feed bem cheio, mas não aberto ao público.
Turnê de dez meses
Ela passou quase todo o ano de 1922 viajando. Christie fez uma turnê de dez meses pela África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Havaí. Foi essa viagem que lhe deu a inspiração e o enredo para o livro "O Homem do Terno Marrom".
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